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Mitologia em Português

Juntem-se a nós numa imprevisível viagem por mitos, lendas, livros antigos e muitas outras curiosidades.

Mitologia em Português

As várias cosmogonias gregas

20.05.12

Infelizmente já não me recordo de onde vem este extracto que tinha por cá guardado (se alguém o reconhecer, por favor mencione o título da obra ali nos comentários), mas é extremamente importante no sentido de permitir a um qualquer leitor ter um acesso rápido e sucinto a diversas cosmogonias gregas, umas bem mais conhecidas que outras. Aqui fica, para quem tiver essa curiosidade:

 

While the Homeric cosmogony is confined merely to the mention of ‘‘Oceanus, the father of the gods, and Tethys, their mother’’ (Iliad 14:201), Hesiod presents an elaborate account that may be summarized as follows: First came Chaos, and next Earth, then Tartarus, and Eros. From Chaos came Erebus and Night, and of Night were born Aether and Day. Earth bore Heaven and the great sea, Pontus. Then, impelled by Eros, she united at one time with Heaven, at another with the sea, giving birth thus to different lines and generations of divine beings. Hesiod relates their theogonic conflicts in detail (Theog. 116 to the end). According to Pherecydes of Syros ( c. 550 B.C.), the three original gods, Zeus, Chronos, and Chthonius, always existed; the other gods descended from these three in five successive waves. Zeus, transforming himself into Eros, created the Earth and the Ocean, despite the opposition of the Titan Ophioneus. The most original contribution of the cosmogonic myths of Orphism is their account of the origin of man. He was created from the ashes of the Titans who were destroyed by the thunderbolts of Zeus after they had devoured the infant Dionysos. Man, accordingly, bears within him the germs of evil as well as particles of divinity. The Cosmic Egg (mentioned by Epimenides of Crete, seventh century B.C.) is also an Orphic myth. From the Egg came Heaven and Earth, following the intervention of Phanes, the Orphic pendent of Hesiod’s Eros. The Ionian philosophers, in seeking to give a scientific explanation of the world’s origin, replaced mythical forces by original physical principles (ßrcaà), but did not thereby escape the influence of the old cosmogonies. Later, despite the attractive Platonic theory of the Demiurge responsible for transforming Chaos into Kosmos, the image of the scientific world, as it was projected by Aristotle and completed by Ptolemy the Geographer, imposed itself to such a degree that neither the conceptions of popular belief (see, e.g., Ovid’s Metam 1:5–451) nor the mythical cosmogonies of the Hermetic writings (the speculations of the Poimandres, especially) and of Mithraism could prevail.

 

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Os Mitos e Lendas do Zodíaco

19.05.12

"Qual é o teu signo?"... hoje, ouvimos perguntas como essa com a maior das naturalidades, sem sequer pensar em toda a história por detrás de cada uma das possibilidades, mas posso dizer que existem curiosas histórias escondidas em cada um dos signos do Zodíaco. Claro que não são as histórias originais, as primeiras, as que estavam por detrás da criação inicial de cada signo (uma amiga que percebe mais destas coisas disse que essas remontariam aos Caldeus, ou seriam até anteriores a eles), mas nem por isso se tornam menos interessantes. Aqui ficam elas, numa forma sintetizada e conforme referidas não só no livro de Lúcio Ampélio (o mesmo que, recentemente, foi por cá mencionado) mas também em várias outras fontes:

 

- Carneiro - o carneiro que transportou Frixo e Hele, mais conhecido pelo seu papel na história dos Argonautas. Porém, também pode ser um carneiro que ajudou Baco a encontrar água, numa incursão à Índia, e que viria a ser divinizado sob a forma de Júpiter Amon;

 

- Touro - num dos mitos mais famoso, este seria o touro (seja enquanto transformação de Júpiter, ou um vero touro, mediante a fonte) que transportou Europa até Creta;

 

- Gémeos - na versão mais famosa são Castor e Pólux, mas o autor também refere a possibilidade de serem Hércules e Teseu;

 

- Caranguejo - um caranguejo que, a mando de Hera, ataca Hércules no seu segundo trabalho. Segundo algumas versões foi o próprio herói que o atirou aos céus, mas noutras ele foi morto por Hércules e colocado entre as estrelas pela mesma deusa que o tinha enviado;

 

- Leão - o Leão da Nemeia, vencido e morto por Hércules no seu primeiro trabalho;

 

- Virgem - a Justiça, colocada entre os céus por Júpiter. Também poderia ser Erígone, filha de Icário, ou Astreia;

 

- Balança - uma balança "normal", mas importante pela sua simbologia e relação com a Justiça;

 

- Escorpião - o animal que matou Oríon (que, ironicamente, está colocado ao seu lado nos céus);

 

- Sagitário - o centauro Quíron, colocado nos céus após abdicar da sua imortalidade;

 

- Capricórnio - o deus Pã, ou a cabra Amalteia, que amamentou Júpiter na sua infância;

 

- Aquário - Ganimedes, transportado para o Olimpo pelos deuses, de forma a servir bebidas nos festins. Também poderia ser Cécrope;

 

- Peixes - uma das transformações de Vénus e Cupido durante a guerra contra os Gigantes, estando unidos para não se perderem um do outro.

 

 

Como qualquer leitor conseguirá notar, a forma mais comum de colocação entre as estrelas passava pela realização de feitos notáveis, eventualmente premiada pelos deuses. Claro que existem excepções, como no caso do Aquário ou da Balança, mas será que o mesmo se passa com as constelações? Infelizmente não as posso mencionar todas por cá (Ptolomeu mencionava 48), mas posso dizer que essa tendência também se parece manter no caso das constelações... 

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"Livro das Memórias", de Lúcio Ampélio

01.05.12

Nesta obra, de um conteúdo quase escolar, o autor aborda um conjunto de tópicos que, aparentemente, fariam parte da cultura geral da altura. São abordados temas de história, de geografia, de mitologia, entre muitos outros. No contexto deste espaço, parece-me correcto fazer uma referência aos capítulos II, VIII e IX. O primeiro destes fala sobre os doze signos do Zodíaco, explicando de onde provinha cada um deles, um tema ao qual voltarei outro dia. O segundo relata as muitas maravilhas do mundo, que o autor parece bem conhecer. Sobre o terceiro, o autor levanta a tese de que existem vários deuses de nomes iguais, e aborda, por exemplo, a multiplicidade de figuras chamadas "Júpiter", que nem sempre coincidiam e pertenciam a um mesmo deus; isso, antes de distinguir essas várias figuras homónimas.

 

Importa referir, porém, que estes capítulos compreendem menos de um quinto da obra, sendo o restaurante relativo à história universal, com uma óbvia ênfase na história de Roma.

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