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Mitologia em Português

Juntem-se a nós numa imprevisível viagem por mitos, lendas, livros antigos e muitas outras curiosidades.

Mitologia em Português

Dos deuses gregos aos anjos e santos

03.02.13

Numa obra, cuja referência infelizmente perdi, encontrei um elemento que me pareceu interessante o suficiente para merecer uma menção por cá:

 

Quando Constantino I visitou um templo chamado Sosthenion, onde habitava uma divindade alada, considerou-a como sendo um anjo cristão. Durante uma noite passada nesse templo, foi-lhe então revelado, em sonhos, que esse anjo era São Miguel, e o imperador viria então a transformar esse templo numa igreja cristã, consagrada a esse anjo.

 

Essa igreja, que infelizmente não sobreviveu até aos dias de hoje, bem como a história que levou à sua criação, prova então uma inegável ligação entre os deuses gregos e a religião cristã, até porque os milagres associados à antiga divindade passaram depois a sê-lo a S. Miguel . É provável que algo de semelhante se tenha passado até com muitos santos, já que figuras como São Jorge apresentam elementos semelhantes aos de mitos como o de Perseu, mas tanto quanto me foi dito por quem percebe dessas coisas, não há uma relação totalmente atestada entre os deuses gregos do Politeísmo e os santos do Monoteísmo cristão.

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Actividades no Museu da Música Portuguesa - Casa Verdades de Faria

03.02.13

O Museu da Música Portuguesa - Casa Verdades de Faria, no Monte Estoril (em Portugal, para quem me estiver a ler no Brasil) tem uma visita temática que, no contexto deste blog, importa mencionar. Trata-se de ”Júpiter e Calisto e o Rapto da Europa”, cenas mostradas nos azulejos do museu, entre várias outras dos mitos gregos (pessoalmente, acho que uma das mais curiosas é a imagem de Argos, a mesma figura de muitos olhos que, após a morte, Hera viria a imortalizar na cauda do pavão).

 

Além dessa temática, têm também os temas “Cenas campestres e Palacianas” e “Padrões, cercaduras e frisos”, e visitas à Torre de S. Patrício, tão proeminente na casa onde está alojado o museu.

 

Todas as apresentações e visitas são totalmente gratuitas, e têm usualmente lugar à sexta feira, mas estão sujeitas a marcação através dos contactos disponíveis neste link [já desaparecido em 2019].

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"Da Governação de Deus", de Salviano

03.02.13

Trata-se esta de mais uma obra semelhante à Cidade de Deus, de Santo Agostinho, mas com uma "pequena" alteração... se, no caso dessa outra obra, são mostrados todo um conjunto de argumentos para provar que a queda do Império Romano não se devia ao Cristianismo, já aqui essa mesma queda é atribuída tanto aos romanos como aos cristãos. Por estranho que parece, Salviano tece todo um conjunto de considerações que exaltam o modo de vida bárbaro, por comparação com o dos romanos tão repletos de vícios, e o dos cristãos (que já o pareciam ser só em nome).

 

Ao longo dos sete livros da obra, o autor vai então mostrando que os bárbaros [do norte] pareciam mais civilizados e correctos que os romanos e os cristão, razão pela qual Deus os favoreceu e os levou a múltiplas conquistas. Os argumentos vão sendo apoiados não só com citações das escrituras mas também com elementos retirados de textos tão conhecidos como a República de Platão. Porém, por vezes esses argumentos são até demasiado discutíveis - por exemplo, quando Platão escreve que os homens e mulheres deveriam ser comuns a todos, Salviano vê aí um apoio a uma horrenda poligamia - o que parece fazer crer que, mais do que argumentar logicamente, o autor está a procurar elementos que possam ser alterados de uma ou outra forma até servirem o seu propósito.

 

De uma forma geral a obra pareceu-me interessante, mas demasiado repetitiva em alguns pontos, já que o autor passa demasiado tempo a focar-se nas mesmas questões, e por vezes até a repetir as mesmas coisas de formas diferentes.

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