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Mitologia em Português

22 de Maio, 2020

Qual é a verdadeira origem do hipogrifo?

A criatura conhecida por este nome é-nos hoje famosa das aventuras do Harry Potter, mas qual é a verdadeira origem do hipogrifo? Talvez sejam poucos os leitores que o sabem, mas esta criatura não foi totalmente criada por J. K. Rowling, tendo até uma origem literária significativamente ilustre, que já vem do século XVI da nossa era.

Harry Potter e o Hipogrifo

Mas, antes de nos focarmos nesse ponto, há que perguntar - afinal, o que é um hipogrifo? Essencialmente, é uma criatura (ficcional) híbrida, composta por partes de três animais distintos - um cavalo (do grego hippos) e um grifo, este segundo por sua vez um híbrido composto pelo corpo de um leão e uma águia. Tanto na sua constituição física como no seu carácter, retira alguns aspectos particulares de cada um desses três animais - por exemplo, pode voar como a águia, tem a força do leão e a velocidade do cavalo. A origem do hipogrifo, ou do seu aspecto físico, prende-se então com as características conjuntas desses animais.

 

E então, qual foi a origem e a primeira aparição literária do hipogrifo? Se a ideia de acasalar grifos com cavalos já aparece na literatura da Antiguidade para significar algo que é certamente impossível de fazer (até pela dificuldade em encontrar os primeiros), a aparição mais famosa deste animal é na obra italiana Orlando Furioso, em que um dos heróis (e um vilão, se a memória não nos engana...) até o monta no decurso das suas aventuras de cavalaria. Será que J. K. Rowling leu essa obra, ou terá conhecido esta criatura fantástica através de algum texto mais recente? Não sabemos, mas é um bom exemplo de como essa autor reutilizou o património literário dos séculos passados para as suas aventuras, como também aconteceu nos casos do Basilisco e da Manticora...

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22 de Maio, 2020

As lendas de dois buracos muito profundos

Um buraco muito grande e perigoso

As duas pequenas lendas de hoje falam-nos de dois locais completamente distintos, mas até têm um elemento comum que os une - são dois buracos muito, muito grandes e profundos. De facto, dois buracos tão grandes que acabariam por se tornar famosos em virtude de nos ser completamente impossível ver o seu fim com os nossos próprios olhos.

 

O primeiro destes buracos foi na Rússia, e foi alegadamente escavado numa data imprecisa dos últimos anos do século XX. Com mais de 12 Km de profundidade, a lenda diz-nos que em dada altura quem o escavou - com uma máquina, obviamente - se deparou com um espaço oco. Quando baixaram uma câmara e um microfone nesse local, encontraram então algo completamente inesperado - o buraco era tão profundo que tinham chegado ao Inferno! Sim, aquele Inferno em que se diz que os pecadores serão punidos após a morte, e pouco depois um demónio até saiu do buraco e atacou os responsáveis por todo este prodígio.

 

O segundo buraco, e respectiva lenda, vem-nos dos Estados Unidos da América, e ficou conhecido como o Buraco de Mel [Waters], que é o nome do homem a quem pertencia o terreno em que alegadamente estava localizado. Segundo ele, na sua propriedade havia um buraco sem fim, que até tinha a propriedade miraculosa de trazer animais de volta à vida, mas nunca ninguém conseguiu localizá-lo, e procuras pelo mesmo no Google Maps também falharam.

 

Agora, o que têm estes dois buracos em comum? Mais que tudo, o facto de não existirem quaisquer provas reais e palpáveis da sua existência. Na verdade, até se sabe que o primeiro deles - e a respectiva história - é pura e simplesmente fictício, enquanto que mesmo aqueles que afirmam já terem visto o segundo não conseguem localizá-lo quando lhes é pedido que o façam. E isso poderá levar-nos a crer, de forma muito bem justificada e compreensível, que ambos os buracos são pura ficção, nada mais que uma lenda dos nossos dias.

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