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Mitologia em Português

01 de Agosto, 2020

A lenda de Santos (em Lisboa)

Quem viver em Portugal, mais precisamente na zona de Lisboa, certamente que conhecerá uma antiga freguesia com o nome de Santos, que hoje já está associada à da Estrela. Já se chamou Santos-o-Velho, o que permite subentender uma existência de um outro local, Santos-o-Novo, mas de onde vêm estes incomuns nomes, e que lenda se esconde por detrás deles?

A lenda de Santos

Na imagem acima pode ser uma igreja que ainda hoje tem o nome de Santos-o-Velho. A paróquia em questão tem por oragos São Veríssimo, Santa Máxima e Santa Júlia. Diz então a breve lenda de Santos que estes três irmãos viveram nos inícios do século IV e que durante uma das perseguições de Diocleciano foram mártires naquela que é hoje a cidade de Lisboa. Os seus corpos, depois atirados ao rio Tejo, foram salvos por um barqueiro e levados, eventualmente, para um local que se viria a tornar esta igreja, que na sua forma original parecia ter apenas o nome de "Santos", pela pluralidade de mártires que aí estavam alojados. No entanto, no século XV o rei D. João II ordenou que essas relíquias fossem levadas para outro local religioso, que então ficou conhecido como Santos-o-Novo. E depois, com o passar dos anos, os dois locais acabaram por se fundir num só, por já não fazer sentido a distinção original. E assim nasceu Santos, tal como é conhecido nos nossos dias de hoje...

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01 de Agosto, 2020

Viagem (virtual) à Gruta Corícia

Nos mitos gregos existem um conjunto de cavernas muito significativas. Talvez a mais famosa de todas elas seja aquela em que Polifemo aprisionou Ulisses e os seus companheiros na Odisseia homérica, mas existem muitas outras. Por isso, para quem tiver uma certa curiosidade - mas não quiser ir fazer uma longa viagem somente para ver um antro - hoje iremos a uma delas, a chamada Gruta Corícia, que em outros tempos foi consagrada às ninfas e ao deus Pã.

O que tem esta gruta de especial? Hoje já muito pouco, até porque foram feitas escavações no local em meados do século XX, mas quem for ler as linhas de Pausânias sobre este local poderá aperceber-se de um momento sublime parado no tempo - o autor dizia que a maior parte dos dois espaços  desta caverna podiam ser vistos sem a necessidade de iluminação exterior (entenda-se archotes, tochas, etc.). Na imagem acima, quem decidir rodar a fotografia panorâmica poderá então aperceber-se de que a iluminação do local é completamente natural, propiciada quase somente pelo ângulo do sol, podendo este recinto ser visto, hoje, quase como nos tempos em que os Gregos conduziam rituais neste local. E, nesta Gruta Corícia que hoje aqui visitamos virtualmente, há uma certa magia na forma como essa constância ultrapassa os séculos...

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