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Mitologia em Português

Mitologia em Português

A lenda do Boto Cor-de-rosa, e a origem da expressão "filho de boto"

Um boto cor-de-rosa

A lenda deste Boto Cor-de-rosa, e a expressão que dela deriva, deve começar com uma breve explicação - um boto não é senão um golfinho, apesar do seu nome. O vocábulo é mais frequente no Brasil, apesar do dicionário da Priberam nos informar que ambas as palavras significam uma e a mesma coisa. Agora, em certas zonas do Rio Amazonas vive uma espécie de boto que é cor-de-rosa. Não parece ser muito frequente, o que poderá ter gerado a seguinte lenda.

 

Segundo ela, nas noites de lua cheia este boto cor-de-rosa tem a capacidade de se transformar num homem belíssimo. É uma metamorfose quase total, com a excepção da narina que ele tem - como os golfinhos que bem conhecemos - no topo da sua cabeça. Para suprir essa falha, ele usa sempre um chapéu durante as suas aventuras noturnas.

Com essa sua beleza em forma humana, este boto introduz-se em algumas aldeias e finge ser nada mais que um homem vulgar. Depois, seduz alguma jovem e engravida-a na beira de um curso de água, antes de desaparecer de uma forma tão misteriosa como surgiu. E a jovem, essa, confrontada com uma gravidez não planeada e misteriosa, fica sem saber o que fazer...

 

A origem desta lenda é muito fácil de compreender, mas é também desta história que surge a expressão "filho de boto", desconhecida em Portugal, que é dada a um filho de pai incógnito. Desconhece-se se alguém ainda diz mesmo que foi engravidada por um boto mágico, mas esta expressão chegou aos nossos dias no sentido mais geral de apresentar alguém que tem um filho cujo pai é desconhecido.

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