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Mitologia em Português

23 de Dezembro, 2019

Alguns ditados e provérbios portugueses pouco conhecidos

Para celebrar esta quadra de Natal trazemos, desta vez, algo bastante inesperado - numa espécie de prenda, decidimos recordar alguns provérbios ou ditados portugueses dos Antigos que já poucos parecem conhecer nos nossos dias. Para quem estiver curioso, estes vieram de obras como Tradições Populares de Portugal (de Leite de Vasconcelos), de um texto com esses conteúdos da autoria de Perestrello da Camara, e até de fontes orais a que fomos tendo acesso:

Ditados Portugueses Pouco Conhecidos

  • "Até ao Natal salto de pardal, de Natal a Janeiro salto de carneiro e de Janeiro a Fevereiro salto de outeiro." (Ou, em alternativa, "De Santa Luzia ao Natal, um salto de pardal, de Natal a Janeiro, um salto de carneiro.")
  • "Falar com sete pedras na mão."
  • "Joaninha voa voa, leva as cartas a Lisboa."
  • "Deus lhe dê tantos anos de vida como de palmos tem uma formiga."
  • "Pita que canta quer galo."
  • "Casa de pombos, casa de tombos."
  • "Bafo de cão até com pão."
  • "Bafo de gato que nem chegue ao fato."
  • "Miguel Monteiro, não és santo e queres ir no andeiro."
  • "Merda e o cagalhão não entram na confissão."
  • "Antes burro vivo que cavalo morto."
  • "Madrasta, o nome lhe basta."
  • "Ovelha que berra, bocado que perde."
  • "Das largas ceias estão as sepulturas cheias."
  • "Abade de onde canta, daí janta."
  • "Demasiada afeição cega a razão."
  • "Nunca digas 'desta água não beberei, deste pão não comerei'."
  • "Amigo, amigo, de longe te trouxe um figo, assim que te vi, comi-o."
  • "Não há melhor espelho que amigo velho."
  • "Anão dos assobios [i.e. entre ridículo e de diminuta estatura]."
  • "Antigo como a Sé de Braga."
  • "Arrufos de namorados são amores dobrados."
  • "Dia de barba, semana de porco, ano de casado [são momentos trabalhosos]."
  • "Boca de mel, coração de fel."
  • "Prata é o bom falar, ouro é o bom calar."
  • "Tanto a propósito como canção de noivado em cemitério."
  • "Cão que muito ladra, pouco morde."
  • "Esperar pelas cebolas do Egipto [i.e. por coisa impossível]."
  • "Entrar como Pilatos no Credo."
  • "A cruz nos peitos e o Diabo nos feitos."
  • "A gulodice tem matado mais gente do que a espada."
  • "Os jornalistas vivem de folhas, mas não produzem seda como as lagartas."
  • "Ninfa de lupanar."
  • "Mal por mal, antes Pombal."
  • "Marido banana e efeminado, depressa emparelha com o veado."
  • "Primeiro está a obrigação que a devoção."
  • "Ensinar o pai a fazer filhos."
  • "Isso existia já antes de haverem pardais."
  • "O ídolo das mulheres não é o marido, mas sim a moda."
  • "Lágrimas de um herdeiro são um riso disfarçado."
  • "Nunca faltou um paspalhão para uma paspalhona."
  • "É costume em Portugal comer bem e dizer mal."
  • "A quem Deus quer bem, o vento lhe apanha a lenha."
  • "Rei por natureza, Papa por ventura."
  • "A familiaridade é a sepultura do amor."
  • "A formiga, ainda que pequena, mata o crocodilo."
  • "As saudades são filhas do amor e enteadas do engano."
  • "Macaco velho não trepa em ramo seco."
  • "Não tem eira, nem beira, nem ramo de figueira."
  • "Os erros dos médicos a terra os cobre."
  • "Cavalo que voa não carece espora."
  • "Zangado como um diabo que bebe água-beta."
  • "Não sou camaleão, que me mantenha com vento." [Na altura, e desde tempos da Antiguidade, se acreditava que os camaleões comiam apenas vento.]
  • "O elogio mais bem merecido é o do nosso inimigo."
  • "O fim da vida é triste, o meio nada vale, e o começo é ridículo."
  • "Homem sem feitiços é como cavalo sem freio."

 

Festas Felizes para todos, com estes ditados portugueses que hoje são até muito pouco conhecidos!

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