“Água Divindade – Conferência pelo Professor José d’Encarnação”

Ara Votiva

No próximo dia 12 de Outubro terá lugar no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, uma conferência pelo Professor José d’Encarnação subordinada ao tema “Água Divindade”. Mais informação pode ser obtida carregando na imagem acima, na qual pode ser vista uma ara votiva nacional, dedicada a Fontanus, particularmente relevante para o tema em questão.

 

No entanto, para quem estiver curioso sobre a identidade de Fontanus, trata-se muito provavelmente de uma divindade romana associada às nascentes de água, mas sem que se conheça qualquer mito associado a ela, como é comum entre as divindades tutelares dos Romanos.

“A espantosa variedade do Mundo”, exposição em Lisboa

Em Lisboa, o Padrão dos Descobrimento tem patente até ao próximo dia 3 de Junho de 2018 uma exposição consagrada ao tema “A espantosa variedade do Mundo”. Mais informação sobre a mesma pode ser lida clicando na imagem abaixo.

O panfleto a ela relativo dá-nos a seguinte introdução:

 

O mundo, natural e social, é uma fonte permanente de espanto, seja pela regularidade da sua ordem, seja pela irrupção do insólito. Estes dois lados vão a par: o insólito rompe a paisagem habitual do mundo e, simultaneamente, confirma-a. Na história cultural da Europa, os “monstros” são a mais notável figura de espanto. Tal como a etimologia revela (do latim monitum que significa advertência), o “monstro” tem a função de chamar a atenção, mostrar. A sua significação não se esgota no insólito da sua forma, valendo igualmente como sinal de algo desconhecido, porventura um acontecimento futuro. A sua fisionomia peculiar resulta de uma profunda alteração operada numa espécie animal ou na combinação de elementos pertencentes a espécies distintas. Enquanto figura de alteridade (o outro enquanto diferente), o “monstro” surge particularmente na literatura de viagens, como em a Odisseia ou nos relatos de viajantes, como Marco Polo, que se aventuraram por terras longínquas, principalmente no Oriente asiático. Os casos emblemáticos, que preencheram o imaginário desde os tempos mais remotos até à Idade Média, são constituídos por indivíduos ou povos fantásticos, que se julgava habitarem as margens do mundo, muito em especial na orla marítima da terra firme. Com a emergência da ciência moderna, no século XVI, e graças ao conhecimento trazido pelos navegadores e exploradores, a ideia de “monstro” vai-se desmistificando, o olhar vira-se para a geração destes seres prodigiosos, indagando se se tratam de meras anomalias ou formas curiosas de uma natureza multifacetada. 

 

Fica a convite para que os leitores visitem esta exposição repleta de Blémias, Ciclopes e outras tantas criaturas, que popularam o mundo desde tempos da Antiguidade quase até aos nossos dias, e que ainda hoje continuam a habitar o nosso imaginário.