Jogo “Warriors: Legends of Troy”

Seria importante dizer-se que não terminei este jogo, disponível para Xbox 360 e Playstation 3, mas deixo aqui um vídeo que mostra diversas sequências do jogo. Estas cobrem não só os eventos da Ilíada, com algumas alterações, mas também outras sequências da mesma guerra, como as de Pentesileia.

Por muito interessantes que estas sequências nos possam parecer, há que ter em conta que foram inegavelmente adaptadas para o contexto do jogo. Assim, aqueles que procurem um estudo mais realista e concreto do tema deverão sorver os eventos aqui representados com alguma prudência.

Filme “Orfeu Negro” e a peça “Orfeu da Conceição” de Vinicius de Moraes

Realizado pelo brasileiro Marcel Camus, este filme transporta o famoso mito de Orfeu e Eurídice para o Carnaval do Brasil de meados do século XX, com a grande reviravolta de que acaba por ser Orfeu a matar a sua amada. Fá-lo de uma forma indirecta, sem conhecimento de causa, mas quem conhecer bem o mito poderá encontrar ao longo de todo o filme diversas referências ao mito grego. Não serei a melhor pessoa para avaliar todo o filme, mas posso dizer que mais do que se basear no mito grego, a sua inspiração proveio de uma tragédia de Vinicius de Moraes, Orfeu da Conceição, que pode ser lida online gratuitamente aqui e que reservarei para um artigo futuro mais alongado.

De forma sucinta devo referir que é um filme interessante, quase sempre muito harmonioso e alegre, mas que também consegue capturar diversos elementos do mito de uma forma curiosíssima – o poder musical do herói, como este tenta recuperar a sua amada, ou mesmo a sequência da morte das suas duas figuras essenciais. Eu consideraria este um filme imprescindível para todos os leitores do Brasil, mas é provável que esses também já o conheçam – se for esse o caso, o que acharam dele?

“O Sétimo Selo”, de Ingmar Bergman

Este filme O Sétimo Selo (ou, no original sueco, Det Sjunde Inseglet), da autoria de Ingmar Bergman, merece ser mencionado por cá face a uma ideia muito significativa que contém e que parece ter entrado para a cultura popular. Se, por um lado, podem ter sido poucos aqueles que já viram o filme, é provável que muitos mais até conheçam a sua cena mais famosa, que é mais ou menos assim:

Famosa imagem do Sétimo Selo, de Ingmar Bergman

Para que ainda não reconhecer a cena, O Sétimo Selo é particularmente famoso como o filme em que um Cavaleiro e a Morte jogam xadrez. Todo o conceito até pode parecer um pouco cansativo, por isso há que deixar muito claro que a trama não é apenas composta por estas duas personagens a jogarem esse seu jogo de tabuleiro, mas este vai voltando ao palco de tempos a tempos, mas sem que se consiga, aparentemente, seguir movimento a movimento o desenrolar de toda a acção.

 

Por isso, de que fala mesmo a trama de O Sétimo Selo? Temos alguma dificuldade em conseguir resumi-la sem fazer spoilers, mas apresenta essencialmente uma trama de inspiração medieval em que o confronto entre a vida e a morte se repete em diversas cenas, com todo aquele conceito da Danse Macabre em foco principal (que é como quem diz “a morte a todos une”, uma espécie de evolução do mais antigo Memento Mori), e em que vão sendo exploradas diversas atitudes face a esse elemento inevitável da vida humana. Aparece o tal cavaleiro, o herói da história, mas também um ferreiro, uma troupe de actores, e várias outras personagens que vão sendo confrontadas com o peso inevitável da morte.

 

É um filme relativamente interessante, talvez mais se até for incluído num contexto em que forem sendo explicadas as nuances das diversas cenas, mas se um dia, por mero acaso, estiverem a procurar algo para ver na televisão e encontrarem este Sétimo Selo de Ingmar Bergman, fica o convite para lhe darem uma olhadela…

Programa “Ilhas Míticas” na RTP2

Vi hoje na RTP2 um pequeno documentário que liga algumas crenças e práticas religiosas dos Açores à Antiguidade. O programa, que pode ser encontrado aqui, infelizmente não parece dar muito frequentemente, mas ao longo dos cinco episódios aborda temas como o Oceano, os solstícios e os equinócios, e a relação como os cultos da Antiguidade influenciaram, e influenciam, as práticas religiosas modernas.

Série “Les dieux de l’Olympe”

Reencaminharam-me, há uns dias, o link para uma série animada que já passou na RTP2, entitulada Les dieux de l’Olympe, e que tratava da Mitologia Grega com uma visão muito moderna. Contudo, apesar da referência a muitíssimos elementos modernos, como telemóveis e calções de banho, é curioso constatar que, no seu geral, os episódios da série apresentavam histórias que em muito pouco se afastavam dos próprios mitos gregos. Com bastante comédia e ironia à mistura, esta era uma série que poderia ter agradado a muitos mais míudos e graúdos, caso não tivesse um horário extremamente inconstante.

 

Quem tiver alguma curiosidade em explorá-la, visite o link acima e pode vê-la em versão original – francesa – sem legendas. Ainda assim, e muito infelizmente, nunca saiu em DVD, e a versão VHS parece estar esgotada há alguns anos…