Jogo “Apotheon”

 Este parece ser um jogo interessante, cujo principal atractivo é mesmo o “look”, com gráficos que se assemelham a vasos de cerâmica de figuras negras. Sabe-se que tem algumas figuras mitológicas no seu conteúdo, com o vídeo acima a mostrar pelo menos um Ciclope, mas talvez valha a pena ser jogado, mais que tudo, pela sua imagética invulgar.

Jogo “Warriors: Legends of Troy”

Seria importante dizer-se que não terminei este jogo, disponível para Xbox 360 e Playstation 3, mas deixo aqui um vídeo que mostra diversas sequências do jogo. Estas cobrem não só os eventos da Ilíada, com algumas alterações, mas também outras sequências da mesma guerra, como as de Pentesileia.

Por muito interessantes que estas sequências nos possam parecer, há que ter em conta que foram inegavelmente adaptadas para o contexto do jogo. Assim, aqueles que procurem um estudo mais realista e concreto do tema deverão sorver os eventos aqui representados com alguma prudência.

Jogo “Smite”, e o problema da religião/mitologia

Smite

Smite é um jogo de batalhas online (pode ser encontrado aqui) que coloca deuses em batalhas uns contra os outros. O aspecto principal do produto é uma ênfase nos diversos panteões, com figuras como Zeus a lutarem contra o egípcio Sobek, ou o Loki nórdico, através de diversos modos de combate. São seleccionáveis figuras de sete panteões diferentes (neste espaço, são de especial relevância os panteões nórdicos, egípcios, latinos e gregos), cada qual com características e poderes que os remetem directamente para os respectivos mitos e funções nas diversas religiões em que participavam, se bem que, ao nível da iconografia, as várias figuras nem sempre são muito consistentes com o que se poderia esperar.

 

Apenas para dar alguns exemplos, Baco ganha poder em função do nível de vinho que consome, e apresenta-se como uma figura com o seu quê de divertido, enquanto que os poderes de Rá advêm da sua função enquanto divindade solar, permitindo-lhe atingir o campo de batalha com poderosos raios de sol. Cupido ataca os adversários com as suas setas, e tem alguns poderes curativos (sob a forma de pequenos corações). Muitos outros são os deuses passíveis de escolha, e a empresa que criou o jogo já deu a entender que novas figuras serão adicionadas no futuro (aquando da escrita destas linhas, Awilix, uma deusa da lua na civilização maia, tinha sido recentemente adicionada), mas, ainda assim, também acabam por ser as figuras que não estão no jogo que nos levam a dar que pensar.

 

Confrontada com a premissa deste jogo, uma conhecida veio-me, quase instantaneamente, perguntar se o deus do Cristianismo era uma das personagens seleccionáveis. Infelizmente não o é, talvez graças ao popular “muitas graças a Deus, poucas graças com Deus”, mas esta é uma ténue distinção que nos pode levar a considerar a diferença entre aquilo que é religião e o que é uma mitologia. Se os criadores do jogo se atreveram a colocar figuras hindus no jogo, mas não sem alguma controvérsia, porque não o fazem também para figuras do Cristianismo? É tão grande a distância entre o fundador do Budismo, o Rama hindu, o Jano latino, e uma qualquer figura da religião católica?

 

Claro que é (?!), pela simples razão que, enquanto que o Cristianismo ainda é uma religião praticada, algumas das anteriores se apresentam como essencialmente mortas, como religiões que ninguém defende, e com quem poucos se poderiam ofender. Se o caso do Hinduísmo é muito particular, pelas suas especificidades teológicas, também é essa a grande diferença entre uma religião e uma mitologia; como já cá foi escrito uma vez, uma mitologia é uma religião em quem já ninguém (ou poucos) acredita, sendo-lhe retirado o estatuto religioso, mas mantidas as tramas e figuras originais, que, então, ficam resumidas a meras histórias, como o são o Pinóquio, ou as fábulas de Esopo, ou filmes como Frozen, histórias que ninguém parece pensar que alguma vez tenham tomado lugar.

Jogo “Cavaleiros do Zodíaco: Cards” para Android

Mais um jogo… infelizmente, este nem tem muito conteúdo mitológico, mas é baseado na famosa série Saint Seiya, conhecida em Portugal como Cavaleiros do Zodíaco, cujas histórias muitas vezes estão associadas a alguns mitos gregos.

Segundo consegui entender, este jogo foi feito por uma empresa brasileira, a propósito de um novo filme baseado na série, e só peca por ser curto na sua vertente offline, que pode ser terminada em menos de meia dúzia de horas.

Pode ser encontrado aqui.

Dois pequenos jogos para Android

Encontrei, há dias, dois pequenos jogos para Android (se também existem para iOS é algo que já não sei) que merecem aqui ser mencionados. O primeiro deles, “Clash of the Olympians” (disponível aqui) tem como personagens seleccionáveis Hércules, Aquiles e Perseu. É um jogo bastante simples, com o herói seleccionado a ter de proteger um templo de várias criaturas mitológicas que procuram atacá-lo.

Image from the first gamePara tal, o jogador terá de lançar algum tipo de arma contra os opositores que se aproximam, direccionando o seu ataque, bem como a força do mesmo, através do ecrã táctil. Nos níveis mais avançados, o jogador pode desbloquear poderes adicionais, novas habilidades, e encontrar criaturas mitológicas cada vez mais poderosas. O segundo jogo, “Glory of Sparta!” (entretanto desaparecido), coloca o jogador na pele de um guerreiro espartano e pede-lhe que defenda Termópilas. Image from the second game Se os inimigos não são particularmente consistentes com os das histórias de Heródoto e dos outros autores (tratam-se, aqui, de esqueletos armados, o que nos poderia levar a pensar nas magias da Pérsia, mas presumo que não tenha sido essa a intenção dos criadores), este é um jogo de relativa simplicidade, e cujo maior apelo é, sem dúvida, o tema em que se baseia, que não me recordo de ter visto em qualquer outro jogo.