O mito das Bitcoins (e elas valem a pena?)

Faz hoje 14 anos que uma história que iremos contar mais abaixo teve lugar, pelo que decidimos utilizar a data para falar do mito das Bitcoins. Para abordar o tema, um dos nossos colegas infiltrou-se numa empresa europeia de criptoativos durante um mês, para aprender como lidar com o assunto pelo interior e conhecer os argumentos a favor (e contra) estas moedas virtuais.

Laszlo Hanyecz e o mito das Bitcoins

O maior argumento a favor das Bitcoins é, tanto nessa empresa como em outros recursos que fomos consultando, uma história que tomou lugar em Maio de 2010. Na altura, um tal Laszlo Hanyecz, cidadão americano, foi a um fórum que frequentava e propôs trocar 10000 bitcoins por duas pizzas de tamanho familiar. Na altura, o preço desta moeda virtual era inferior a 0.01€, pelo que se diz que a refeição ficou por volta de 30-90€. Dias depois, a 22 de Maio de 2010, essa oferta foi aceite por um tal Jeremy Sturdivant, e então o vendedor lá recebeu as suas pizzas, o que parece ter marcado a primeira vez que esta moeda virtual foi trocada por um bem físico. O que tudo isto tem de especial é que se ele tivesse guardado essa soma até aos nossos dias, à data de escrita destas linhas – elas só serão publicadas daqui a umas semanas – teria no seu bolso um valor de aproximadamente 595.889.200€. Ou seja, ele pagou cerca de 250 milhões de euros por uma pizza!

 

Esta breve história não é um mito ou lenda, mas algo que de facto aconteceu na realidade. Podem ser encontradas na internet entrevistas com ambos os intervenientes, mas o importante de toda esta história são dois grandes factos que se repetem inesgotavelmente na tradição deste criptoactivo – que elas até podem ser trocadas por coisas “reais”; mas que o melhor destino para elas é guardá-las. E, na verdade, se não é fácil comprar a primeira bitcoin – ou uma fracção de uma, como é muito mais comum fazer-se hoje em dia – o que as empresas e obras sobre o tema nunca se fartam de insistir é na importância de as conseguir guardar convenientemente, de forma a não serem roubadas por terceiros. Entre as formas de as proteger, soubemos de algumas completamente dignas de filmes, como um sistema que só pode ser aberto quando cinco pessoas diferentes rodarem as suas chaves físicas num mesmo local… mas, ao mesmo tempo, ninguém parece falar de onde, ou como, as poderiam gastar na chamada “vida real”.

 

Será, portanto, que as Bitcoins valem a pena? “Quem é que não gostaria de ser como uma versão mais prudente de Laszlo Hanyecz?”, insistem as tais empresas de criptoactivos, dizendo que com apenas X€ também os leitores podem vir a conseguir uma valorização de centenas, milhares, ou milhões de euros… e se isso é verdade – ainda há umas semanas esta moeda atingiu um novo pico, com apenas uma a valer quase 65000€ – o que quase ninguém nos informa é que isto é um pouco como jogar num casino ou na bolsa. Sim, podem fazer um investimento e ele até pode vir a compensar, mas também podem vir a perder muito, ou até tudo… e visto que ela se encontra actualmente em novos “picos”, o segundo caso é bastante mais provável que o primeiro.

Portanto, a não ser que esteja nos vossos planos imediatos fazerem maus investimentos, neste momento não parece sermuito boa ideia adquirirem bitcoins, sob pena de virem a sofrer o contrário de Laszlo Hanyecz – investirem muito dinheiro, o suficiente para centenas de pizzas, mas depois acabarem por ter um investimento em carteira insuficiente para virem a comprar uma só…

A origem da reparação pela escravidão

Há já alguns dias a estapafúrdia ideia de reparação pela escravidão reentrou na cultura portuguesa. Aos comuns mortais esta poderá parecer uma ideia completamente parva – ou, como uma idosa até nos disse, “então e as coisas que deixei em Angola? Quem me vai pagar isso a mim?” – pelo que achámos que poderíamos dedicar algumas linhas ao tema, ou mais especialmente à sua origem.

O tema da Reparação pela Escravidão

Desde os tempos da Antiguidade que existiu uma “tradição” na qual os vencedores das guerras recebiam uma espécie de tributo dos vencidos, destinada essencialmente a compensá-los pela destruição e problemas causados. Parte da ideia ainda se mantém nos dias de hoje – relembre-se, por exemplo, a reparação paga pela Alemanha no final da Primeira Guerra Mundial, uma das razões contribuintes para a Segunda – mas tem maior expressão em dois países de língua inglesa, a Inglaterra e os Estados Unidos da América. O primeiro caso é fácil de explicar, deriva do imponente império ultramarino outrora detido pelos Ingleses, mas o segundo merece algumas explicações adicionais.

 

Mais ou menos entre os anos de 1861 e 1865 teve lugar a chamada Guerra Civil Americana, entre a União (também conhecida como “O Norte”) e os Confederados (ou “O Sul”), com uma das grandes questões entre as duas facções a ser a da escravatura. Os primeiros estavam contra ela, mas os segundos apoiavam-na por diversas razões. Quando essa guerra foi ganha pelo Norte, surgiu então a ideia do Sul pagar a tal reparação, num acto não só a ser pago aos governos (como era habitual até então), mas também a cada ex-escravo, sendo-lhes prometido para o futuro a sua parcela substancial de dinheiro e/ou terras… algo que nunca veio a acontecer, mas que é repetidamente mencionado na cultura americana até aos nossos dias, nomeadamente quando algum candidato a um cargo político quer colocar os afroamericanos do seu lado, como se colocava tradicionalmente uma cenoura em frente a um burro.

Caso isto ainda não vos pareça um tanto ou quanto estranho, frise-se que numa das mais recentes promessas – e nunca passam mesmo disso, de meras promessas – se propunha garantir a cada americano de pele escura, apenas e exclusivamente em função dessa cor, um milhão de dólares! Mais estranho, só mesmo o facto de algumas universidades e empresas dos Estados Unidos da América privilegiarem candidatos apenas e somente pela cor da sua pele… o que, para nós, Europeus, seria um exemplo de racismo da pior espécie.

 

Assim, quando ainda se insiste na ideia de uma reparação pela escravidão, ela tende a vir desse contexto americano e da proliferação da sua cultura pelo mundo fora através de filmes e séries. Para que se entenda o absurdo de toda a situação, basta pensar-se da seguinte forma – já viram como seria se tivessem um terreno e, um dia, alguém vos viesse dizer que há 300 anos atrás um vosso familiar roubou um metro quadrado de terreno ao vizinho, e agora um descendente dessa pessoa quer receber o pagamento – com juros – pelo usufruto do local? Certamente que, mesmo com a presença de provas, vocês não poderiam senão rir-se! Mas, ainda assim, esta é uma ideia repetida que tende a surgir a público ora quando se pretende influenciar um certo segmento da população (como é muito comum nos EUA), ora quando se pretende distrair as pessoas de outras questões bem mais importantes (como aconteceu em Portugal há alguns dias atrás). E pergunte-se, quem não gostaria de receber dinheiro grátis só por serem quem são?!

A origem da teoria dos Astronautas Antigos

Hoje em dia a teoria dos Astronautas Antigos é relativamente conhecida, em virtude de programas de televisão como Ancient Aliens. Ela foi particularmente popularizada por Erich von Däniken, em obras como Chariots of the Gods? (em Português, “Eram os Deuses Astronautas?”), e na sua forma essencial diz que figuras extraterrestres visitaram o nosso planeta em dada altura do passado e de alguma forma interferiram com a nossa história. Mas de onde vem essa curiosa ideia, qual a sua origem?

Matest M. Agrest e a origem da teoria dos Astronautas Antigos

Segundo foi possível apurar, na sua forma actual esta teoria nasceu nos primeiros anos da década de 1960 na Rússia, por intervenção do matemático Matest Mendelevich Agrest (que pode ser visto, já idoso, na imagem acima). E é uma teoria que nasceu num ponto temporal muito concreto – Yuri Gagarin já tinha ido ao espaço (o que teve lugar em 1961), mas ainda não tínhamos ido à Lua (o que, supostamente, teve lugar em 1969). Por volta dessa altura este senhor publicou pelo menos dois artigos relacionados com o tema, sendo o mais importante um com um título como “Os Cosmonautas Antigos”. Nesse artigo, de uma forma maioritariamente científica ele coloca três questões essenciais:

  • Como explicar a presença de tectites antigas na Terra?
  • Como explicar as enormes plataformas de Baalbek, com mais de 1000 toneladas de peso, que claramente foram movidas para o seu local, mas mesmo com a tecnologia de hoje ainda não o conseguiríamos fazer?
  • Como explicar a presença, em alguns textos antigos, de momentos que recordam verdadeiras explosões nucleares?

 

São estas três questões os grandes fundamentos por detrás da origem da teoria dos Astronautas Antigos, e colocá-las nada tem de errado ou de pouco científico. Porém, depois o mesmo M. Agrest coloca aquilo a que chama “a sua hipótese”, respondendo a essas três questões da seguinte forma:

  • Essas tectites antigas resultam da aterragem de veículos com propulsão, sendo elas muito frequentes nas áreas em que os visitantes paravam mais frequentemente.
  • As plataformas de Baalbek foram criadas com base em tecnologias a que ainda não temos acesso, e foram-no para servirem de plataforma de lançamento e/ou aterragem para os tais visitantes.
  • Focando-se especificamente na lenda bíblica de Sodoma e Gomorra, o autor argumenta igualmente que os visitantes podiam ter tecnologias nucleares como as nossas, ou até mais avançadas.

 

São meras hipóteses, levantadas pelo facto das nossas então-possíveis viagens espaciais sugerirem que outros seres já as tenham efectuado anteriormente com destino ao nosso mundo. Para as testar, e continuando o seu discurso maioritariamente científico, o autor sugere também um conjunto de trabalhos para uma verificação experimental:

  • Procurar radioactividade na zona do Mar Morto (onde se crê que outrora existiram as cidades de Sodoma e Gomorra).
  • Tentar determinar com precisão a idade dos monumentos dessa região, e em particular os de Baalbek.
  • Estudar melhor o problema das tectites.
  • Conduzir um estudo sistemático das inscrições e monumentos que possam mencionar visitas de extra-terrestres.

 

E porque seria tudo isto importante? Porque, segundo este originador da teoria dos Astronautas Antigos, confirmando-se essa hipótese, poderiam ter sido deixados no nosso planeta documentos ou instrumentos desses antigos visitantes, o que seria muito precioso para as nossas civilizações actuais.

Agora, desconhecemos se aquela proposta de trabalhos foi depois completamente seguida pelo autor, ou por mais alguém, mas este conjunto de ideias parece ter sido, efectivamente, a origem da teoria dos Astronautas Antigos. E foi-o sem malícia, sem quaisquer fantasias de visitas constantes de extraterrestres (o que o autor diz não ser possível, já que uma viagem dessa natureza poderia demorar tempo demais…), numa teoria colocada de um ponto de vista puramente científico. Ela podia estar certa ou errada, sendo que o autor apenas a coloca e levanta um conjunto de trabalhos que a poderiam confirmar ou refutar, como é habitual no processo científico.

 

Infelizmente, na sua forma actual esta mesma teoria dos Astronautas Antigos parece assentar numa constante formulação de novas hipóteses, mas muito pouco na sua possível testagem. Se, por exemplo, alguns teóricos da área dizem que o Pé Grande pode ser uma criatura vinda de outro planeta, como é suposto conseguir testar-se isso? Não é de todo algo realizável, como é óbvio, o que levou a que esta teoria, originalmente com uma base científica, tenha de certa forma caído em desgraça, com alguns dos seus vértices a soarem mais a plena ficção científica do que a algo em que um ser humano comum possa acreditar. Mas isso já são outras histórias, aqui e hoje apenas nos interessava falar da origem da teoria…

A história de Maria Sangrenta (ou Bloody Mary)

A história de hoje, conhecida em Portugal e no Brasil como Maria Sangrenta, ou como Bloody Mary nos países ingleses, tem muito que se lhe diga. Isto porque não existia nas nossas culturas há apenas umas décadas, mas depois, fruto de muitos filmes americanos que mencionam alguma forma desta história, foi sendo introduzida em mais e mais culturas pelo mundo fora. O grande problema é que para isso tomar lugar, teve de existir progressivamente uma readaptação da lenda original, uma fixação do seu texto dito “canónico”, que nem sempre corresponde às versões originais, tal como elas eram conhecidas no seu país original.

A história de Maria Sangrenta (ou Bloody Mary)

Existem as mais diversas histórias associadas a Maria Sangrenta ou Bloody Mary, até porque esta partilha o seu nome com um cocktail dos nossos dias, mas a mais importante de todas essas tramas é provavelmente a da origem da figura. Isto porque, no ritual que bem conhecemos dos filmes, alguém se aproxima de um espelho e repete o nome desta figura por um número pré-determinado de vezes, fomentando a apresentação de um monstro feminino que frequentemente causa a destruição do invocador. E até aí tudo bem, é provável que conheçam essa parte de toda a sua lenda, mas quem foi, na verdade, a Mary – ou Maria, para nós – original?

 

Ouvimos, e também fomos lendo, as mais diversas opiniões sobre a sua identidade original. A versão mais espampanante fala da Rainha Maria I da Inglaterra, outras referem Elizabeth Bathory da Hungria, com alguns a ligarem-na a La Llorona ou a “Damas Brancas” como a falsa Teresa Fidalgo. Contudo, as versões tradicionais americanas nunca vão tão longe, falando apenas de uma mulher local que, devido aos seus actos em vida, foi de alguma forma punida, ou instigadora de punições, depois da morte. Por exemplo, uma tal Mary Worth, que se crê ter vivido no século XVII, que era uma menina com a cara desfigurada por uma doença, tão gozada pelos seus companheiros que foi levada ao suicídio ou morta durante um episódio de perseguição às bruxas. Noutras versões, ela matava era os escravos que tinham escapado dos seus donos. E os nomes vão-se seguindo – Mary Whales, Mary Johnson, Mary Lou, … – com as mais diversas histórias, que têm sempre em comum o facto de apresentarem uma menina ou mulher com um mesmo primeiro nome. Qual delas a evocada no espelho, é algo que, como bem nos diz a sabedoria popular, “venha o Diabo e escolha”…

 

Onde entra tudo isto no próprio cocktail que partilha o nome de Blood Mary (que, curiosamente, nunca ouvimos referido pelo nome português de Maria Sangrenta)? Também aí existem as mais diversas versões para o explicar, mas o factor mais notável é o facto da bebida conter bastante sumo de tomate, que associado à vodka lhe dá uma consistência semelhante ao sangue. Terá isto alguma coisa a ver com a história ou lenda acima, ou é apenas uma mera coincidência de nomes? Mais uma vez, isso é apenas algo que terá de ficar à pura opinião dos leitores.

 

Ainda, o que dizer sobre o ritual do espelho, tão presente na última parte da história de Maria Sangrenta ou Bloody Mary? A explicação mais fácil passa pela existência de vários rituais, em culturas pelo mundo fora, que insistiam na ideia de que fixar o olhar num espelho, enquanto se dizia “algo”, tinha alguma propriedade oracular, como a possibilidade de uma jovem rapariga ver antecipadamente o homem com quem acabaria por casar. Existiam até procedimentos semelhantes na nossa cultura portuguesa (e eles continuavam a existir até há menos de um século…), mas o aqui relevante é que essa fixação do olhar pode, em alguns casos, levar a alucinações, sendo portanto possível que as pessoas acreditem, verdadeiramente, que tinham visto uma figura como aquela a que dedicamos as linhas de hoje.

 

Em suma, o que sabemos em relação à história de Maria Sangrenta, ou Bloody Mary? Na sua forma original, que já inspirou tantos filmes, ela poderá ter-se baseado numa qualquer personagem histórica americana, que pelos actos em vida – seja os que cometeu, ou que lhe foram cometidos – ficou na imaginação popular. Depois, ao longo do tempo essa lenda foi-se fundindo com outros procedimentos ligados ao Oculto da sua época, tendo daí nascido todo o ritual do espelho. E, mais recentemente, esquecido todo esse contexto original, foi gerada a forma da lenda que hoje conhecemos…

Onde morreu Adolf Hitler?

De um ponto de vista puramente histórico, a morte de Adolf Hitler tem muito pouco de especial. Diz-se que ele faleceu por suicídio a 30 de Abril de 1945, num bunker na cidade alemã de Berlim. Mas, fosse só essa a história e certamente que não iríamos perder tempo a escrever as linhas de hoje. São muitos os mitos associados à figura – já aqui falámos, por exemplo, de que alguns afirmavam que ele tinha sangue judeu – mas este é um dos mais curiosos, por afirmar que ele sobreviveu de alguma forma àquele dia fatídico, que tinha vários sósias (qualquer semelhança com os nossos dias é mera coincidência…), e outras coisas que tais.

Onde morreu Adolf Hitler?

Por exemplo, esta imagem acima, que parece ter sido de alguma fama, demonstra outros possíveis Adolf Hitler, formas que o original poderia ter tomado para escapar da Alemanha e ir viver em algum outro lugar. E é esse o breve mito que aqui trazemos hoje, a ideia de que o führer não se suicidou em Berlim a 30 de Abril de 1945, mas que sobreviveu ao final da Segunda Guerra Mundial e viveu o resto da sua vida em algum outro lado. Como é que isso poderá ter acontecido varia bastante de uma fonte literária para outra, mas aqui ficam algumas curiosas opiniões sobre a forma como ele escapou e onde se encontrava após essa data:

– Foi morto pelos seus oficiais;
– Fugiu de Berlim por via aérea;
– Fugiu da Alemanha por meio de um submarino;
– Escapou para Dublin disfarçado como uma mulher;
– Usou o Die Glocke para escapar para outro universo ou período temporal;
– Vivia numa misteriosa ilha no Báltico;
– Refugiou-se num mosteiro em Espanha;
– Escondeu-se numa fortaleza secreta numa montanha alemã;
– Mudou-se para uma enorme quinta no Brasil (!);
– Vivia com Eva Braun numa mansão enorme na Bavaria;
– Etc.

 

Será que alguma de todas estas ideia tinha algum fundo de verdade? No mínimo dos mínimos, sabemos que algumas destas teorias de uma não morte de Adolf Hitler se apoiavam em ideias bem reais, como o caso específico de Josef Mengele, que viveu na América do Sul até 1979 (altura em que teve um enfarte e parece ter falecido).  A ausência de um corpo, de imagens que pudesse atestar uma morte irrefutável desta figura, parecem ter fomentado estas ideias, mas se elas são reais, ou mera fantasia, é algo menos relevante para aqui, já que o nosso tema principal são os mitos que toda a situação involve, mais do que a verdadeira história por detrás de toda a situação. Por isso, se souberem mais lendas ou mitos sobre este caso, podem sempre deixá-las ali nos comentários…