Sobre o filme “Alexandre, o Grande”

Bem, ontem finalmente tive oportunidade de ir ver o filme Alexandre, o Grande, apesar de todas as más críticas que tinha ouvido em relação a este. Seguramente que é um bom filme, em que se nota uma muito maior ligação com a Mitologia Grega (ao contrário de Tróia, em que esta deveria ter um papel principal mas mal parecia ser vista no filme), se bem que alguns pormenores foram exagerados e outros foram negligênciados.

Poster do filme Alexandre, O Grande

Por exemplo, tal como na lenda, a mãe de Alexandre (Olímpia, aqui interpretada pela Angellina Jolie) é mostrada como uma feiticeira que, segundo a lenda, teve sexo com serpentes. Sendo a serpente um dos animais associados a Zeus, isso faria de Alexandre um semi-deus, á semelhança de Hércules, e o primeiro até é mostrado, na parte final do filme, usando uma pele de leão nas costas, como o mítico Hércules fazia relativamente á pele do Leão da Nemeia. Também, e ao contrário do que se dizia, as cenas de trocas de carinhos homossexuais entre Alexandre e Hephaistion nem são muito frequentes. No entanto, nem tudo são rosas…

 

Sendo as batalhas um dos principais elementos da vida do personagem principal do filme Alexandre, o Grande, as batalhas do filme, se bem que épicas, estão feitas de um modo que mal se percebem. Também, algumas cenas das batalhas estão repetidas, mas de uma maneira que só um cego não repararia nisso. Ainda, foi dado mesmo muita importância á vida do personagem principal (tanto em relação á vida sentimental como á vida pública), esqueçendo-se então de quase tudo o que tinha sido importante, como as estratégias adoptadas em batalhas, a surpresa quando confrontados com novos animais e novos povos, etc… Eu até achei certa piada ao filme, mas talvez os mais interessados em História não gostem…

Apolo em Saint Seiya

Apolo em Saint Seiya

Bem, no outro dia estava a ver Saint Seiya (conhecido por cá como “Cavaleiros do Zodíaco”) e encontrei esta cena, em que aparecia Apolo… bem, duvido que seja minimamente interessante para a maior parte das pessoas, mas pelo menos é uma imagem curiosa…

Eva Lopes como Antígona

Aqui ficam algumas imagens da peça Antígona, que como eu já cá tinha referido anteriormente foi encenada no Teatro Ibérico durante os dias 21 e 24 de Outubro do presente ano. Eu estive lá, e gostei bastante! =) E já sabem, se aparecerem mais oportunidades destas eu certamente publicito-as por cá…

Eva Lopes como Antígona
Eva Lopes como Antígona
Eva Lopes como Antígona
Eva Lopes como Antígona Também, gostava de agradecer á Eva Lopes (a actriz que fazia de Antígona na peça referida) pela cedência destas imagens. Finalmente, quem quiser ver o site do teatro em questão, este está disponível em [link desaparecido antes de 2019]. Devo também referir que eles também têm cursos de teatro, o que é capaz de interessar a mais pessoas. Mais informações em [link desaparecido antes de 2019].

O mito de Antígona

O mito grego de Antígona, particularmente famoso entre nós graças a uma peça de teatro que chegou aos nossos dias, diz, essencialmente, o seguinte:

Antígona representada por Eva Lopes

Antígona era filha de Édipo e de Jocasta, irmã de Ismena, Etéocles e Polinices. Teve uma vida dolorosa e uma morte atroz, mas nunca renunciou à dedicação e à grandeza de alma, incomparáveis na mitologia. Quando o seu pai foi expulso de Tebas por seus irmãos e quando, de olhos vendados, ele teve de mendigar o alimento ao longo dos caminhos, Antígona serviu-lhe de guia e procurou dar-lhe conforto e assisti-lo nos seus últimos momentos em Colono. Depois voltou a Tebas: mas, aí, uma nova e cruel provação a esperava. Os irmãos disputavam entre si o poder e Polinices, que partira à procura de socorrro em Adrasto, rei de Argos, voltou com uma armada estrangeira para sitiar a cidade e combater contra seu irmão Etéocles, como se de um inimigo se tratasse.

 

Depois da morte dos dois irmãos, Creonte, seu tio, tomou o poder em Tebas; realizou um funeral solene a Etéocles, mas proibiu de dar sepultura a Polinices: é que ele ousara levantar as armas contra a própria pátria, com a ajuda de estrangeiros. Assim, a alma de Polinices não conheceria nunca o repouso. No entanto, Antígona, que considerava sagrado o dever de sepultar os mortos, aproximou-se uma noite do corpo de seu irmão e, segundo o mito, pôs-lhe por cima alguns punhados de terra. Surpreendida por um guarda e conduzida à presença de Creonte, ela ouviu a condenação à morte e foi encarcerada viva no túmulo dos Labdácidas. Em vez de morrer à fome, preferiu enforcar-se. Hémon, o próprio filho de Creonte, e seu noivo, desesperado, suicidou-se. Euridíce, esposa de Creonte, não pôde suportar a morte deste filho, que ela amava acima de tudo, e pôs termo à própria vida.
(in: “Dicionário de Mitologia Grega e Romana”, Joël Schmidt)

Breves considerações sobre Édipo

Bom dia. Eu estava aqui pela faculdade e então resolvi escrever um artigo eu mesmo, em vez de andar a tirar coisas de livros ou de sites… Então, vou escrever sobre… Édipo! É assim, se pensarem um pouco sobre essa questão deverão conseguir compreender que esse é um dos herois mais importantes da mitologia grega, pois apesar de não apresentar características superiores ao do ser humano comum (como Hércules…), ele acaba por triunfar sobre grande parte dos problemas que se cruzaram na sua vida, tal como nós próprios deveremos triunfar sobre os problemas que connosco se cruzem. Assim, toda a tristeza que lhe foi causada pelas mãos terríveis do Fatum é não mais que uma conjugação de eventos que realmente pode suceder na nossa realidade do dia-a-dia, não ao ponto que nos surge na obra clássica mas sim de uma maneira muito menos cruel… Quer dizer, é quase impossível para uma pessoa comum ter o azar de, após ser adoptado, encontrar seu pai (sem sequer saber que esse é seu familiar) e ter o azar de acabar com a vida dele, enquanto que nutrir uma paixão pela sua própria mãe foi o fundamento para séculos mais tarde o famoso psiquiatra Freud analisar e identificar um complexo com o mesmo nome deste herói grego… Desse mesmo modo, a esfinge que este encontra ás portas de Tebas e a qual o inquire sobre uma adivinha poderá também ser encarada como as dúvidas que por vezes se cruzam no nosso caminho, e perante as quais teremos de tomar decisões, as quais poderão nem sempre ser as mais correctas mas deverão ser seguramente as nossas opções! E nós, tal como Édipo no seu tempo, devermos triunfar perante todas essas atrocidades!