
Atribuída a um autor bizantino que apenas conhecemos sob o nome de “Elias”, esta frase provinda de um comentário às Categorias de Aristóteles dá muito que pensar:
“O autor [de um livro] é um caro amigo, mas também a verdade o é, e quando ambos estão à minha frente a verdade é a melhor amiga”.
O que queria ele dizer com isto? Muitas poderiam ser as interpretações mas… fica ao leitor a sua interpretação, como sempre.

!["O cavaleiro que fazia falar as vaginas [e os rabos]", de Garin "O cavaleiro que fazia falar as vaginas [e os rabos]", de Garin](https://mitologia.pt/wp-content/uploads/2026/06/O-Cavaleiro-que-Fazia-Falar-as-Vaginas-e-os-Rabos.jpg)




O autor de um livro é alguém que retrata um acontecimento, alguém que imortaliza um estado (mental ou físico, de uma época ou, novamente, de um acontecimento), e num livro está a palavra do homem. Mesmo que verdadeira e fidedigna ao caso a ser apresentado, é apenas de um homem, e não da história inteira, não absoluta para retratar um acontecimento.
A verdade, essa não escreve pela sua mão, essa expressa-se como tirando fotografias aos variados casos; não os manipula, não os embeleza ou menospreza, apresenta-os apenas, crus.
Mas a verdade não tem sentimentos. A verdade é ler um livro que não apresenta palavras, não faz juízo aos representantes da história, mas apenas relata-a. O homem (autor), esse escreve a sua presença, apresenta o seu estado, critica as suas ações, escreve a história do homem, e não a história do tempo…
A verdade leva-nos mais longe, mas o homem faz com que numa curta distância se percorra muito mais!
Belas e sábias palavras, Sr. Francisco!