
Penélope, esposa de Ulisses, é particularmente famosa da Odisseia e da Mitologia Grega graças à sua enorme fidelidade, mesmo após duas décadas de ausência do herói. Contudo, existem, nesta e naquela fonte menos conhecida, diversas referências a potenciais infidelidades da sua parte. Não valerá a pena recordá-las a todas – pobre Penélope! – mas existe uma tão curiosa que não poderíamos deixar de a mencionar por cá.
Segundo um dos fragmentos de Dúris de Samos, posteriormente reaproveitado em obras como as de Pseudo-Nono, esta personagem mitológica, Penélope, tinha sido mãe de Pã. Mas quem era o pai? Jamais acertariam na resposta, porque se tratava… de todos os pretendentes da heroína, como se ela se tivesse envolvido sexualmente com todos eles e daí fosse gerado um único filho. Essa possibilidade merece ser contrastada com a do mito de Alcmena, que envolvendo-se com Zeus e Anfitrião numa mesma noite, gerou dois filhos, um do deus e outro do marido.
Mas de onde vem uma tão absurda possibilidade? Provavelmente da etimologia – Pan significava “todos”, e por isso uma potencial traição com todos poderia vir a gerar, simbolicamente, esta criatura. E assim, a derradeira infidelidade de Penélope ficou imortalizada numa espécie de estranho mito…
!["O cavaleiro que fazia falar as vaginas [e os rabos]", de Garin O-Cavaleiro-que-Fazia-Falar-as-Vaginas-e-os-Rabos](https://mitologia.pt/wp-content/uploads/2026/06/O-Cavaleiro-que-Fazia-Falar-as-Vaginas-e-os-Rabos-300x199.jpg)




