
Era uma vez, há muitos, muitos anos atrás, uma mulher chamada Demetra que vivia em Atenas. Tinha uma filha, cujo nome já há muito foi esquecido, que era a mais bela mulher de toda a região. Um Turco, infiel ás leis cristãs e adepto de magia, viu-a e apaixonou-se por ela, mas a filha de Demetra nunca lhe mostrou qualquer interesse. Então, um dia esse Turco raptou-a de sua casa…
Demetra, horas depois, chegou à casa onde vivia com a filha e não encontrou ninguém lá. Também os vizinhos não sabiam da jovem. Perguntou ao Sol, ás Estrelas, e a tantas outras pessoas, mas ninguém lhe sabia dizer onde estava a sua filha. Até que uma Cegonha, que vivia na casa do lado, lhe contou o que se tinha passado.
Triste, Demetra partiu em busca da filha… por tudo quando viajou, ninguém lhe sabia dizer onde ela estava. Até que um dia, cansada de caminhar sobre a mais fria neve, caiu ao chão. Teria morrido, não fosse o facto de um casal de idosos a terem salvo e levado para a casa em que viviam.
(…) Mais tarde, a filha de Demetra foi salva do horrendo Turco pelo filho desse casal. Juntas, partiram de volta a Atenas, mas Demetra recompensou o casal garantido que a cidade em que estes viviam, Elêusis, teria sempre boas culturas.
Em momentos como estes apetece até dizer “qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência”*. Este podia ser um mito da Antiguidade, mas foi ouvido já em inícios do século XX, em terras da Grécia…
!["O cavaleiro que fazia falar as vaginas [e os rabos]", de Garin O-Cavaleiro-que-Fazia-Falar-as-Vaginas-e-os-Rabos](https://mitologia.pt/wp-content/uploads/2026/06/O-Cavaleiro-que-Fazia-Falar-as-Vaginas-e-os-Rabos-300x199.jpg)




