Poucas criaturas da Mitologia Grega são tão famosas como os Centauros, pelo que hoje falamos aqui do mito dos Centauros e as Centauras. Metade homem e metade cavalo, são diversas as sequências mitológicas em que vão aparecendo – a mais famosa de todas elas provavelmente na batalha contra os Lápitas – nas mais diversas histórias da Antiguidade. Mas, afinal de contas, de onde nasceram estas estranhas criaturas?

De acordo com a versão mais famosa do mito, numa altura em que os deuses e os seres humanos ainda partilhavam os mesmos espaços, o rei Íxion apaixonou-se pela deusa Hera. Zeus, que tudo sabia, fez uma nuvem em forma da sua esposa. Quando o rei a viu, pensou tratar-se da sua amada e tentou violá-la; foi dessa união pouco natural e muito ilegítima que nasceram os primeiro Centauros.
Porém, esta não é a única versão do mito. Numa outra, estas criaturas nasceram simplesmente da paixão de um homem chamado Centauro, filho de Íxion e Nefele (i.e. a nuvem do mito anterior), pelas éguas do monte em que vivia. Uma terceira versão, provinda de autores como Palaefato, diz que os Centauros nunca existiram – em vez disso, a sua ideia surgiu somente porque tinha existido uma tribo de homens que conduzia os seus cavalos de uma forma tão perfeita que ambas as criaturas pareciam tratar-se de uma só.
Agora, se são vários os mitos que se referem a centauros do sexo masculino, somos levados a uma questão adicional – será que existiram “Centauras”? Apesar de terem pouca participação real nos mitos, a resposta é positiva. Ovídio, por exemplo, menciona o caso de uma centaura que se suicidou após o falecimento do marido na famosa batalha contra os Lápitas. Além disso, existem, aqui e ali, vários exemplos destas criaturas femininas na arte, que se prolongam até aos nossos dias.
!["O cavaleiro que fazia falar as vaginas [e os rabos]", de Garin O-Cavaleiro-que-Fazia-Falar-as-Vaginas-e-os-Rabos](https://mitologia.pt/wp-content/uploads/2026/06/O-Cavaleiro-que-Fazia-Falar-as-Vaginas-e-os-Rabos-300x199.jpg)




