A lenda do Anel da Bênção

A lenda do Anel da Bênção parece ser uma que está muito esquecida nos nossos dias de hoje. Para a conseguirmos encontrar tivemos de ir a inícios do século XVIII, a uma obra do Padre Manuel Bernardes, em que estão contidas muitas outras histórias com objectivos morais. É uma pequena história nacional, que parece datar da Idade Média – quanto mais não seja, note-se a referência aos “Mouros” – e que pelo facto de já ser muito pouco conhecida optamos aqui por reproduzir nas palavras desse autor, somente com algumas pequenas adaptações, até para que possa ser lida mais facilmente nos nossos dias de hoje:

Conta-se de D. Fernando Anes de Lima, filho de João Fernandes de Lima, progenitor da nobilíssima família dos Limas, que viu uma vez lutar uma cobra contra duas doninhas, quanto esta tentava entrar na cova onde tinham os filhos; as quais ora juntas, ora alternando-se, sustentavam a batalha e defendiam a entrada. E as feridas [das doninhas] curavam-se ao rolarem-se numa moita de saramago que ali estava, e mastigando o saramago, e logo tornavam à peleja reanimadas. Porém, acabaram por ser vencidas e afugentadas; aquele Capitão, que assistia curioso, desejando ver em que parava esta briga, compadeceu-se da parte mais fraca e matou a cobra com o bastão. E voltando para a barraca que tinha em campo contra os Mouros, contou ali o sucedido aos camaradas. Eis que no meio da prática veio uma das doninhas pelo meio da gente, trazendo na boca uma pedra preciosa, e a foi pôr aos pés do seu libertador. A qual ele encastrou num anel e deixou com a sua bênção na casa dos Limas, morgado que é dos Viscondes de Vila Nova de Cerveira, onde é estimado, e chamado por esta causa, “o Anel da Benção”.

A lenda do Anel da Bênção - este não é o original

Este Fernando Anes de Lima, segundo conseguimos descobrir, nasceu em Espanha no final do século XIV, mas depois veio para Portugal, sendo até possível que toda esta história tenha algum fundo de verdade. É provável que este Anel da Benção até tenha existido – com ou sem doninhas à mistura – mas não conseguimos descobrir o que foi feito dele. Provavelmente perdeu esta sua designação, tornou-se um mero anel como tantos outros, agora esquecido numa qualquer gaveta de um museu do norte de Portugal, mas mais do que isso não fomos capazes de descobrir. Como esta lenda do Anel da Bênção, também o próprio anel parece ter caído no maior dos esquecimentos…

O Castelo de Bimberimbelo

O Castelo de Bimberimbelo insere-se num conjunto de tradições populares que, muito infelizmente, se foram perdendo ao longo dos anos. Cada vez se contam menos histórias, e cada vez os mais novos parecem ter menos interesse em ouvir e repetir aquelas que os seus antecessores ouviam e contavam entre si. Claro que se conhecem cada vez mais as histórias como a da Pequena Sereia, da Cinderela ou da Bela e o Monstro, em versões estáticas e higienizadas para os nossos dias, mas como exemplos (nacionais) como o da Carochinha e o João Ratão nos permitem constatar, há cada vez mais histórias a serem simplificadas ou esquecidas. O tema de hoje cai nesse mesmo problema, por apresentar uma espécie de jogo, ou lengalenga, que se foi esquecendo ao longo do tempo.

Tudo começava com um conjunto simples de versos:

Aqui está a porta
Do Castelo
De Bimberimbelo.

Depois, uma segunda pessoa adicionava um novo verso ao seu início, mantendo o esquema estável:

Aqui está a chave
Que abre a porta
Do Castelo
De Bimberimbelo.

Em seguida, era adicionado mais um verso,  não esquecendo os anteriores, assim:

Aqui está o cordel
Que prende a chave
Que abre a porta
Do Castelo
De Bimberimbelo.

E essa espécie de jogo ia sendo continuada, recorrendo-se à imaginação de cada ou repetindo apenas os versos tradicionais, até que se tivesse uma trama impossível de continuar, como neste exemplo:

Aqui está a morte
Que levou o carniceiro
Que matou o boi
Que bebeu a água
Que apagou o lume
Que queimou o pau
Que bateu no cão
Que mordeu o gato
Que comeu o rato
Que roeu o cebo
Que unta o cordel
Que prende a chave
Que abre a porta
Do Castelo
De Bimberimbelo.

E então, podia até concluir-se com algo como:

Aqui está a morte
Que levou o carniceiro
E que nos entrega a chave
Do Castelo
De Bimberimbelo.

Jogos como estes permitiam não só treinar a memória, mas também divertir a pequenada. Ajudavam a passar o tempo, numa altura em que não existiam ainda telemóveis e outras coisas que tais. Agora andam cada vez mais esquecidos, e mesmo uma pesquisa online já só revela uma versão preservada numa das obras de Teófilo Braga. Mais cedo ou mais tarde, jogos como esses acabarão por desaparecer completamente…

Qual a cidade mais antiga de Portugal?

O tema da cidade mais antiga de Portugal é um de aqueles que se suporia que nos nossos dias de hoje seria fácil de resolver. É, pensará a maior parte das pessoas, somente questão de se abrir um qualquer motor de busca e digitar meia dúzia de palavras por lá. Depois, dependendo do resultado em que se carrega, poderão encontrar-se referências a ela como se tratando de Braga (i.e. Bracara Augusta), Évora (i.e. Ebora Cerealis) ou Lisboa, entre muitas outras. Ou seja, são nomeados diversos locais, todos eles anteriores à nacionalidade, mas nunca é dito concretamente qual delas corresponde ao que procuramos. Ao mesmo tempo, sabemos que existem povoações muito antigas em Portugal – bastará recordar-se a presença de um antigo santuário a Endovélico no Alentejo, para se presumir que também existiu uma qualquer povoação por perto – pelo que é provável que existissem povoações, ou até mesmo cidades da altura, que entretanto foram esquecidas – relembre-se que até já cá falámos de algumas delas, no contexto árabe. Mas, então, qual é mesmo essa cidade mais antiga de Portugal?

Será esta a cidade mais antiga de Portugal?

Segundo a Monarchia Lusytana, uma curiosa obra escrita no Mosteiro de Alcobaça em finais do século XVI, a cidade mais antiga de Portugal – e até uma das mais antigas do mundo – era… Setúbal! E porquê essa? Segundo o autor, nessa obra que se propõe a contar a história do nosso país desde o início do mundo até ao século em que foi escrita, a cidade foi fundada por Túbal, neto de Noé, que em busca de um local em que viver, após aquele enorme e famoso dilúvio bíblico, atracou na região e a viu como um excelente local para se estabelecer. E, se prestarem atenção, o seu nome até aparece associado ao da própria povoação, Setúbal. De que mais provas precisam?

Bem, na verdade, certamente que uma questão se impõe – como é que um autor do século XVI sabia isto? A informação não aparece em textos da Antiguidade, nem na Bíblia… acreditando que não é mentira, uma mera invenção por parte do autor nacional, de onde vem ela? De facto, para nosso grande contentamento, o autor português, Frei Bernardo de Brito, diz-nos directamente a suas fontes literárias, e atribui esta informação a Beroso, autor do século III a.C. Contudo, quem a for procurar nas obras de Beroso que nos estão acessíveis não encontrará lá nada… “estranho”, certamente, até que se entenda um problema completamente inesperado.

 

Na mesma obra, Frei Bernardo de Brito também atribuiu muita informação a um tal “Viterbo”, i.e. João Ânio de Viterbo, autor do século XV, que um dia supostamente encontrou um conjunto enorme de autores históricos (perdidos) numa região do norte de Itália. E, curiosamente, entre eles contava-se a obra histórica de Beroso. Seria verdade? Posteriormente veio a apurar-se que não, que era tudo uma falsificação, possivelmente até pela mão do próprio Viterbo, mas ainda assim as suas supostas “descobertas” acabaram por marcar a História europeia durante pelo menos um século, como podemos aperceber-nos através das linhas presentes no autor nacional mencionado acima. Ou seja, se Setúbal era mesmo a cidade mais antiga de Portugal (e, relembre-se, até uma das mais antigas do mundo), era-o somente com base em informação inventada no século XV e que não encontramos atestadas em nenhuma obra histórica anterior à de João Ânio de Viterbo.

Lisboa, cidade mais antiga de Portugal?

Deixando então de lado essa estranha possibilidade, é provável que a cidade mais antiga de Portugal tenha sido Lisboa. Ou, pelo menos, é o que pareciam pensar os autores latinos da Antiguidade, como Estrabão. A acreditarmos no mito de que ela foi fundada por Ulisses, tratar-se-ia, muito provavelmente, de um local ainda datado da mítica Idade dos Heróis, de um tempo indefinido em que a grande memória de Tróia* ainda povoava o imaginário popular. E, a termos de escolher uma cidade a que atribuir essa espécie de galardão, seria portanto essa a melhor opção, ou pelo menos aquela que é a mais suportada em informações, supostamente credíveis, de tempos da Antiguidade Clássica. Se existiam cidades ainda mais antigas, como o Santuário de Endovélico nos poderá fazer crer, os seus verdadeiros nomes, localizações e grandes histórias foram sendo perdidos nas areias do tempo…

 

 

*- Sobre Tróia, a pequena povoação portuguesa próxima de Setúbal, é curioso que Frei Bernardo de Brito também se refira a ela, dizendo que foi fundada posteriormente e tomou este nome por terem existido na zona muralhas enormes, como as atribuídas nos mitos gregos e latinos à grande cidade dos Poemas Homéricos. Ninguém parece ter assumido que fosse “A” verdadeira cidade de Príamo, como é óbvio, mas pode ter recebido o seu nome por relação com o local que Heinrich Schliemann pensou ter redescoberto.

Dois feitiços mágicos em Português

Como já cá foi dito antes, Luís de La Penha, o bruxo de Évora, é discutivelmente o mais famoso dos bruxos que já viveram em Portugal. Assim, para apresentarmos cá dois feitiços mágicos em Português, achámos que seria correcto que recorrêssemos ao seu conhecimento. Claro que potenciais livros da sua autoria não chegaram aos nossos dias; porém, conforme referido anteriormente, ele foi interrogado várias vezes pela Inquisição. Através dos documentos legais que nos chegaram, que apresentam esses interrogatórios e todas as provas recolhidas contra o réu, podemos aceder a algum do seu conhecimento das artes mágicas.

Dois feitiços mágicos em Português, associados a Luís de la Penha

Este primeiro feitiço, também conhecido como “Ensalmo do Asno”, destinava-se a fazer com que os outros obedeçam ao que lhes pedimos. Preserva-nos um exemplo de aquilo que é chamado “magia por simpatia” (o conceito já foi cá explicado antes), na medida que o destinatário é equiparado a um burro e, como tal, instado a agir como o próprio afinal o faria:

Asno és e filho de burra,
Assim como este asno,
Esta burra não pode estar
Sem albarda
E silha e sobrecarga;
Assim como comer
Isto que aqui trago
Se torne burra e asno
E ande a meu mandado,
E me suba pelos pés,
E me ponha na cabeça.

Este segundo feitiço é mais curioso, porque é o tipo de coisa que se vê muito na cultura popular dos nossos dias. Se acreditam nessas coisas – e já cá falámos do Espiritismo anteriormente – certamente que já se interrogaram sobre como é possível evocar o espírito dos mortos. Ora bem, uma potencial resposta também é dada por Luís de La Penha. Segundo ele, uma pessoa deve começar por colocar-se em pé, com uma vela acesa em frente a si, e enquanto se prepara para rezar trinta e três Credos, trinta e três Avé Marias e trinta e três Pais Nossos, deve dizer o seguinte:

Deus é luz
Luz é Deus
Requiescant in pace
Pelos fiéis de Deus.

Quanto terminar todas essas rezas – atente-se ao número simbólico de repetições que todo o processo exige – deverá então dizer o seguinte:

Alma santa desamparada
A este mundo sejas tornada
E de Deus sejas desconjurada;
Por aqueles desejos, ardores e fervores
Que tendes de ver a Deus Nosso Senhor,
Vos peço me venhais falar,
Me respondeis ao que souberdes;
E isto que aqui rezo
Não vo-lo ofereço, nem vo-lo dou
Até me não virdes falar;
E se me vierdes falar
Dar-vos-ei tudo
O que até agora rezei,
E me pedirdes.
Amén.

Esta ideia, da evocação dos espíritos como uma espécie de troca comercial com eles, é na verdade muito, muito antiga – ela já aparecia até na Odisseia de Homero, em que numa dada altura o herói tenta falar com os mortos, para tal “subornando-os” com um preço de sangue. Momentos semelhantes já existiam até em papiros mágicos na Antiguidade, tal como continuam a existir em religiões dos nossos dias, como o Candomblé, em que os espíritos são “convencidos” a tomar determinados caminhos por uma espécie de “subornos”.

 

Agora, claro que estes dois feitiços mágicos em Português não são todos aqueles que nos chegaram associados a Luís de La Penha, mas captam duas visões muito distintas da Magia, que se mantiveram relativamente estáveis ao longo dos séculos. Mudam os nomes, mas os rituais até se repetem – num potencial terceiro exemplo, o mesmo bruxo evoca uma tal “Santa Maruta”, que na verdade não é mais que Marut, um dos anjos apresentados no Corão, cujo significado original já parecia ter sido esquecido no Portugal do século XVII. E, por erros como esses, se vão criando novas figuras veneráveis, mas a teoria por detrás destes rituais, em si próprios, foi-se mantendo quase igual ao longo dos séculos…

A lenda da Nau Catrineta (ou Catarineta)

A lenda da Nau Catrineta (ou Catarineta, como é conhecida no Brasil) é um exemplo curioso da forma como as histórias podem ir evoluindo ao longo dos tempos. Não sabemos se se baseia num evento real – Almeida Garrett defendeu que sim, que nasceu de um naufrágio por que um tal Jorge de Albuquerque Mendes passou em 1565 – mas o que é particularmente digno de nota é o facto de, em outros tempos, terem sido encontradas diversas versões em Portugal e no Brasil. Elas começam quase sempre de uma forma semelhante, salvo uma ou outra adição de versos – uma nau anda perdida no mar, quase sem comida, até que em virtude da fome comum dos tripulantes eles decidem matar um deles, escolhido à sorte (não é totalmente claro se pretendiam reduzir o número de tripulantes ou comer o contemplado…). Foi seleccionado “o capitão general”, que então pede, possivelmente pela última vez, a um subalterno que tente avistar terra. E ele até o consegue fazer, pelo que esse capitão general lhe oferece uma recompensa. Mas depois, o que acontece nessa sequência final já tende a variar significativamente. Já lá iremos, por agora recorde-se o segmento principal do famoso poema, na versão de Almeida Garrett:

A lenda da Nau Catrineta (ou Catarineta)

Lá vem a Nau Catrineta,
que tem muito que contar!
Ouvide, agora, senhores,
Uma história de pasmar.

Passava mais de ano e dia,
que iam na volta do mar.
Já não tinham que comer,
nem tão pouco que manjar.
Deitaram sola de molho,
para o outro dia jantar;
Mas a sola era tão rija,
que a não puderam tragar.
Deitaram sortes à ventura
qual se havia de matar;
Logo a sorte foi cair
no capitão general.

“Sobe, sobe, marujinho,
Àquele mastro real,
Vê se vês terras de Espanha,
As praias de Portugal.”
“Não vejo terras de Espanha,
nem praias de Portugal.
Vejo sete espadas nuas,
que estão para te matar.”

“Acima, acima, gajeiro,
acima ao tope real!
Olha se enxergas Espanha,
Areias de Portugal.”
“Alvíssaras, capitão,
meu capitão general!
Já vejo terras de Espanha
areias de Portugal.
Mais enxergo três meninas,
debaixo de um laranjal.
Uma sentada a coser,
outra na roca a fiar,
A mais formosa de todas,
está no meio a chorar.”

“Todas três são minhas filhas,
Oh! quem mas dera abraçar!
A mais formosa de todas
Contigo a hei-de casar.”
“A vossa filha não quero,
Que vos custou a criar.”
(…)

Se até aqui as diversas versões são relativamente estáveis, salvo a introdução ou omissão de alguns versos secundários, o capitão faz depois diversas ofertas ao seu marujo, que as rejeita sucessivamente. Até que surge à baila a própria nau.

Numa versão, o capitão oferece-a a quem o salvou. A oferta é rejeitada, tal como as que tinham aparecido anteriormente. Assim, face à estranheza da situação – supõe-se que fosse uma excelente nau – o oferecedor pergunta, afinal, que recompensa o seu camarada pretende – Capitão, quero a tua alma,/ para comigo a levar. Naturalmente que esse pedido é rejeitado. Então, o marujo revela-se rapidamente como um demónio, desaparece, o tempo acalma e a nau lá atraca em Portugal.

Mas numa outra, a nau não é oferecida directamente. Após várias ofertas, o capitão lá pergunta que recompensa o seu companheiro pretendia, e recebe a seguinte resposta – Eu quero a Nau Catrineta,/para nela navegar. Também aqui o pedido é rejeitado, mas por uma razão diferente – A Nau Catrineta/é d’el-rei de Portugal,/Mas ou eu não sou quem sou,/Ou el-rei ta há-de dar, ou então Pede-a tu a el-rei, gajeiro,/Que ta não pode negar.

 

Certamente que existem muitas outras versões de toda esta lenda, mas aqui apenas mencionamos as referidas por Almeida Garrett, que são provavelmente as versões escritas mais antigas que nos chegaram. Nesse sentido, parece que já nessa altura, mediante a região em que toda esta história era contada, as suas linhas gerais eram bastante semelhantes mas o final variava significativamente. A título de exemplo dessas inconstâncias entre versões, numa delas a fome dos navegantes era tal que acaba por ser ilustrada ao ouvinte com estas estranhas palavras, que ainda mais nos sugerem que os navegantes pretendiam comer um feliz contemplado:

Já não tinham que comer,
nem tão pouco que manjar.

Já mataram o seu galo,
que tinham para cantar.
Já mataram o seu cão,
que tinham para ladrar.

Já não tinham que comer,
nem tão pouco que manjar.

Não se trata de uma qualquer espécie de censura, como quando alguns maluquinhos dos nossos dias desejaram alterar a cantiga do Atirei o Pau ao Gato, mas um puro fruto da transmissão oral de uma mesma trama original. Alguém a criou – uma versão de toda esta lenda diz até que terá sido o próprio Jorge de Albuquerque Mendes – mas à medida que foi passando de boca em boca foi sofrendo as alterações naturais de uma transmissão oral. Ao mesmo tempo, é certo que algumas pessoas mais religiosas poderão ter sentido a necessidade de não incluir o nome do mafarrico em toda a história, o que poderá ter contribuído para a sua omissão nesta aventura… ou, melhor dizendo, talvez não tanto “omissão”, mas não-inclusão, pois não sabemos qual dos dois finais se aproxima mais da versão composta pelo autor original. O que sabemos, no entanto, é que toda esta lenda se manteve relativamente popular até aos nossos dias, tanto nas mesas de escola como em adaptações para os nossos dias, como a seguinte, de Fausto Bordalo Dias, que esperamos que gostem de recordar, neste final das linhas de hoje: