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Novas descobertas em Pompeia

Inesperadamente, foram feitas novas descobertas em Pompeia nas últimas semanas.
Neste artigo pode ser visto um novo fresco representando o mito do cisne e de Leda (na segunda imagem aí presente, o animal pode ser visto no colo da heroína); recorde-se que, no mito, Zeus se transformou num cisne para consumar a sua paixão, e que dessa relação nasceu, através de um ovo, Helena de Tróia.
Já neste artigo podem ser vistos cavalos que foram recuperados de umas antigas cavalariças da cidade.
O mito de Estentor e a breve importância dos escólios

É provável que nunca tenham ouvido falar do mito de Estentor, essencialmente pelo facto de esta se tratar de uma figura mitológica menor. Deste herói sabemos, somente através da Ilíada, que tinha uma voz tão poderosa como a de cinquenta homens. Interessante, claro, mas igualmente muito pouco satisfatório, seja para a trama do épico ou para um maior conhecimento por parte do leitor.
Porém, é em momentos como estes que podemos ver a grande importância dos escólios presentes em algumas das obras da Antiguidade. Sobre essa passagem do quinto livro da Ilíada é-nos adicionado um elemento que, apesar de pequeno, acrescenta bastante à história – parece que este Estentor, após o término da Guerra de Tróia, decidiu desafiar o deus Hermes para um concurso de gritos. Naturalmente que perdeu, mas a forma como isso levou à sua morte já não nos é explicado.
Existem bastantes tipos de informações que podem ser encontradas em escólios, desde curiosidades gramáticas até histórias como estas; infelizmente, também não existem publicados em tradução, seja inglesa ou portuguesa. São, por isso, muitas vezes de difícil acesso, mas quem a eles tenha acesso também lá pode encontrar conteúdo muito inesperado!
A história de Santa Eugénia
A história de Santa Eugénia, que se pensa ter vivido na primeira metade do século III, merece ser contada por cá em virtude de uma pequena ligação que a santa tem com o nosso território português – mas já iremos a essa parte, por agora conte-se o cerne da sua história.

Quando a mulher que ficou conhecida como Santa Eugénia ainda era nova fugiu de casa, disfarçou-se de homem e acabou por se juntar a uma ordem religiosa masculina (relembrando-nos até uma história hoje mais famosa, a da Papisa Joana). Depois, um dado dia, curou miraculosamente uma mulher, e como forma de “agradecimento” esta última tentou seduzi-la, mas sem qualquer sucesso. Zangada, a mulher acusou-a de adultério e a santa foi levada a tribunal, onde o juiz era ainda o seu próprio pai.
Este não a reconheceu – recorde-se que Eugénia continuava disfarçada de homem, e só ela sabia a verdade que escondia – e o caso estava prestes a ser perdido em favor da acusadora, até que a santa levantou a roupa, expôs os seus seios (assim o dizem algumas histórias bizantinas…) e declarou a sua verdadeira identidade. Assim, foi logo exonerada do crime que não tinha cometido, mas acabou por ser, alguns anos mais tarde, morta numa perseguição aos cristãos, acabando por ser decapitada na data de 25 de Dezembro, possivelmente no ano de 258 d.C.
Agora, esta poderia ser uma história de santos da Antiguidade como qualquer outra, mas tem, no entanto, um aspecto adicional que a torna particularmente digna de nota na cultura portuguesa. Conta-se uma espécie de lenda que a santa passou, em alguma altura, por terras de Portugal, e alguns séculos mais tarde as suas relíquias até foram trazidas para o nosso país, onde ainda estão presentes – assim reza essa história – numa igreja da zona de Rio Covo, no concelho de Barcelos. Fica a informação, caso alguém deseje visitá-la!
Três histórias antigas de Portugal… e um convite!
Estas três pequenas histórias antigas de Portugal foram-nos contadas por uma senhora na casa dos 80 anos, que nos disse que lhe foram contadas a ela pela sua avó. Reproduzimo-las aqui para que não se percam, mas deixamos igualmente um convite – conhecem outras histórias antigas de Portugal ou do Brasil, além das grandes e mais famosas lendas de Portugal? Se sim, partilhem-nas nos comentários, para que também elas dificilmente se percam, como estas três:
“No Inferno existe um relógio [de pêndulo], que faz o barulho ‘Nunca… Nunca… Nunca…’, porque quem aí está nunca daí sairá. No Céu existe um relógio [de pêndulo], que faz o barulho ‘Sempre… Sempre… Sempre….’, porque quem aí está sempre aí ficará.”
“Existia um homem que trabalhava e cortava sempre ervas ao domingo. Como castigo, Nosso Senhor disse-lhe ‘Vou-te colocar num sítio onde o poderás fazer para sempre’. Então, quando hoje olhamos para a Lua, podemos lá ver uma zona mais escura, que são as ervas que esse homem ainda hoje corta.”
“Vai haver um cavalo relinchão, que não bebe água nem come pão…”, “que são [agora] os aviões.”
Como prometido, e apesar de pequenas, estas são três histórias antigas de Portugal, para mais tarde recordar…