Mais algumas histórias perdidas do Cristianismo

Já foram várias as histórias mencionadas por cá, em particular no contexto do Gnosticismo, mas um pequeno artigo em inglês encontrado aqui mostra-nos mais algumas histórias dessa mesma religião. Provêm quase sempre de algumas obras gnósticas, mas é particularmente curiosa a existência de algumas histórias que, apesar de estarem na nossa versão da Bíblia, poucos conhecem. Veja-se, por exemplo, o facto de existirem duas criações distintas no Livro do Génesis, da figura divina ter nomes distintos, das referências à luta de Jacó contra Deus, ou até a existência de histórias (medievais) que nos dão os antecedentes familiares de Maria – quase tão miraculosos como o da própria concepção de Jesus.

Iremos voltar a essas histórias no futuro, fica o convite para que, como é costume, nos acompanhem.

Qual a origem da pizza?

Talvez até sejam poucos aqueles que já pensaram neste tema, mas qual a origem da pizza?

 

A origem da pizza, enquanto prato culinário, tem uma longa e complexa história, mas a sua referência nestas linhas deve-se a um elemento que é muito pouco conhecido. Na Eneida de Virgílio, a rainha das harpias profetiza ao herói, Eneias, que os Troianos não conseguiriam obter a paz que procuravam até ao momento em que, devido a uma enorme fome, acabassem por comer as suas próprias mesas.

Uma pizza deliciosa

Quando, mais tarde na mesma obra, isso até acaba por tomar lugar, as metafóricas mesas são então reveladas como pedaços de pão redondo em que estavam colocados vegetais, ou seja, uma espécie de pizzas vegetarianas e ainda sem queijo. Fica, portanto, essa curiosa referência a umas “pizzas” feitas muitos séculos antes das nossas existirem, naquela que até poderá ser a verdadeira origem de todo o conceito deste prato culinário. Se, na verdade, até eram aqui um pouco diferentes das dos nossos dias, está poderá, sem qualquer dúvida, ser uma origem da pizza…

Uma lenda medieval de Judas Iscariotes

Esta não é uma história bíblica mas sim uma lenda, até porque nada sabemos da vida de Judas Iscariotes antes da sua associação com Jesus Cristo. A fonte é um poema, creio que de finais do século XIV, chamado Tito e Vespasiano:

 

Conta esta história que antes de Judas nascer a sua mãe teve um sonho em que lhe foi revelado que o futuro filho seria a ruína de toda a humanidade. Acabou por abandoná-lo. Judas foi posteriormente adoptado por uma rainha da (imaginária) ilha de Sicária; quando um irmão lhe contou a verdade desta adopção, matou-o e fugiu para Jerusalém. Juntando-se à corte de Pilatos, foi-lhe pedido que obtivesse umas maçãs; para atingir esse objectivo matou um homem que era o seu verdadeiro pai; e, curiosamente, Pilatos casa-o também com a verdadeira mãe. É esta que lhe revela que abandonou o filho, ou seja, o próprio Judas… levando-o a arrepender-se das suas acções e juntando-se ao séquito de Jesus.

Segue-se uma informação curiosa: foi Judas que avaliou o unguento usado por Maria Madalena em 300 moedas; e quando não foi possível vendê-lo, traiu Jesus por 30 moedas. A história prossegue como bem sabemos.

 

Esta é uma quase-repetição do mito de Édipo, mas mesmo na sua versão original (que pode ser lida parcialmente aqui) tem uma trama que faz muito pouco sentido. Apresenta-nos uma justificação para o comportamento de Judas, uma quase tentativa de lhe dar o pior passado possível, mas nada mais que isso. É uma história estranha, aqui mencionada devido exclusivamente ao quão invulgar é.

Sobre a efemeridade da vida

Por muitos séculos que já tenham passado desde o tempo de vida de Píndaro, muitas das suas ideias ainda se mantêm nos nossos dias. Aqui fica um pequeno exemplo, que bem nos demonstra a eterna efemeridade da vida:

 

Efémeros! O que é alguém? O que não é alguém? Sonho de uma sombra:
O homem. Mas quando o brilho do dote divino vem,
A luz radiante sobrepaira nos homens e a vida se torna doce como mel.

Fonte