“Para os estudantes da literatura grega”, de Basílio de Cesareia

Aparentemente, são múltiplos os nomes dados a esta obra de Basílio de Cesareia, pelo que é mais fácil localizá-la pelo seu conteúdo: aqui, o autor explica aos seus leitores (maioritariamente cristãos) as razões pelas quais ainda devem ler os autores gregos, como Homero ou Platão.

 

Se Basílio de Cesareia começa por nos apresentar as razões essenciais porque os autores gregos devem ser lidos, importa também mencionar que essa não é a única temática da obra. O autor consegue encontrar algum apelo aos ideais cristãos nas obras de autores mais antigos, mas também refere a importância da selectividade no que se lê; se, por um lado, admite que alguns episódios dos textos de Homero demonstram ideais que os leitores deveriam seguir, também parece incitar a que os leitores descartem os episódios mitológicos, como as infindáveis traições perpetradas por Zeus, entre outros.

Mais à frente, e naquela que pode ser vista como a segunda parte da obra, este autor também demonstra a importância de aplicar essa mesma selectividade à nossa própria vida.

 

Pois bem, contrariamente ao que ao título da obra (e parte da sinopse anterior) poderia dar a entender, esta obra nem tem muito interesse real. É relativamente pequena, refere um ou outro outro elemento interessante da cultura grega, mas pouco mais. Uma cópia desta obra pode ser encontrada, por exemplo, aqui.

Exposição “Alejandro Magno – Encuentro con Oriente”

Há já várias semanas tive a oportunidade de ir ver a exposição Alejandro Magno – Encuentro con Oriente em Madrid. Esta exposição, cujo site pode ser visto aqui [o site já tinha desaparecido em 2019], tem algum interesse para quem quiser descobrir mais sobre as conquistas de Alexandre Magno, já que pouca informação parece ser dada relativamente à vida dele.

 

A exposição principia com um filme 3D, pago à parte, ao qual optei por não assistir. Depois, e no espaço contíguo, existem múltiplas peças da época de Alexandre para descobrir (sempre com legendas em Espanhol e Inglês), bem como duas reproduções dos famosos mosaicos que mostram a batalha de Isso (ver imagem seguinte), além de reproduções tridimensionais de algumas das antigas cidades e eventos mencionados na exposição. Posso referir que existe uma ou outra peça interessante em exposição, mas no geral o visitante não tem acesso a nada muito notável.

 

Patente até 3 de Maio de 2011, esta é uma exposição que certamente merece uma visita de quem tiver essa oportunidade, até porque o preço não é muito elevado (2~6€, com base em possíveis descontos) e o recinto da exposição está a menos de um quilómetro da estação de Chamartín, com acesso fácil à cidade de Lisboa.

Descobertas seis novas esculturas em Roma

Foram recentemente descobertas seis novas esculturas em Roma. Uma imagem da descoberta pode ser vista neste link. De acordo com a informação do Ministério para os Bens e Actividades Culturais Italiano, as esculturas encontradas são “um busto com retrato, duas cabeças masculinas da família dos Severos, uma cabeça feminina da família dos Severos, um retrato de uma criança e uma estátua (provavelmente de Zeus) representada nua e em tamanho natural”.

 

Infelizmente, nem todas as seis descobertas aparecem representadas na imagem disponibilizada, mas esta foi a única que o Ministério disponibilizou até agora.

Sobre o mito de Baucis e Filémon

O mito de Baucis e Filémon, talvez um dos mais famosos que nos chegou do tempo dos Romanos pela mão de Ovídio, pode, de uma forma muito sucinta, aqui ser resumido com as seguintes palavras, retiradas de um pequeno dicionário mitológico dos nossos dias:

O mito de Baucis e Filémon

Pela sua piedade e pela doçura da hospitalidade que concede, Baucis, esposa de Filémon, atraiu a si os favores de Zeus e de Hermes e, quando morreu, no extremo da velhice, foi transformada em tília, junto do marido, que fora transformado em carvalho.
(in: Dicionário de Mitologia Grega e Romana, de Joël Schmidt)

 

Infelizmente, um tal resumo também é demasiado sucinto, porque quase nada adiciona a quem ainda não conhecer a história em questão, famosa das Metamorfoses de Ovídio. Acrescente-se então um pouco mais, a bem do leitor – no mito que ficou associado aos nomes de Baucis e Filémon, os deuses Zeus e Hermes disfarçaram-se de viajantes e tentam obter abrigo entre a população da Frígia. Apesar de terem visitado tanto as casas mais abastadas como as de gente de classe média, foi apenas numa casa, provavelmente a mais pobre de toda a cidade, que encontraram abrigo.

Nessa casa viviam dois anciãos idosos, Baucis a esposa e Filémon o marido, que apesar dos muitos problemas que tinham deram tudo o que podiam para ajudar estes estranhos viajantes, e após algumas peripécias os dois viajantes revelaram-se como sendo deuses e propuseram-lhes que lhes fizessem um pedido, o qual seria prontamente atendido. Assim, os dois idosos pediram para ser sacerdotes do templo desses dois deuses, e também que nunca deixassem que um deles vivesse sem o outro (ou seja, que morressem juntos, para que nenhum deles tivesse de continuar a sua vida sem o outro). Então, depois sucedeu no final de toda a história o que já foi dito no texto acima…

O mito de Fornax

O mito de Fornax diz-nos simplesmente que esta era a deusa romana dos fornos e da cozedura, mas não parecia ter, tanto quanto pude averiguar, quaisquer mitos reais associados a ela. Contudo, o seu festival (a Fornacalia) tinha lugar numa data variável do mês de Fevereiro, sendo essa a principal razão pela qual o seu nome nos chegou.