O mito de Héstia

O mito de Héstia, na Mitologia Grega (e conhecida como Vesta entre os Romanos), é o de uma irmã de Zeus e, tal como Atena e Artémis, uma deusa igualmente virgem. Não é propriamente uma personalidade destacada, nem desempenha quaisquer papéis de muito relevo na maior parte dos mitos. Porém, ela era a deusa da lareira, o símbolo do lar, para junto da qual os recém-nascidos tinham de ser levados antes de serem recebidos pela família. Todas as refeições começavam e acabavam com uma oferta à deusa. Como diz um poema:

Héstia, em todas as moradas dos homens e dos imortais

É tua a honra maior, o primeiro e último doce vinho

Oferecido na festa, deitado para ti como é devido.

Nunca sem ti podem os deuses ou os mortais festejar.

Na altura dos Romanos todas as cidades tinham também uma fogueira pública consagrada a esta deusa, onde a chama nunca devia extinguir-se. Na verdade, até quando se estabelecia uma nova colónia, os novos colonos levavam consigo brasas da lareira da cidade-mãe, com as quais atiçavam o fogo da nova cidade. Seis sacerdotisas virgens, as Vestais, tinham a seu cargo os cuidados da grande fogueira de Roma, que foi apagado pela última vez em 394 d.C., meses antes da queda da grande cidade… o que não pode senão deixar uma questão, será que foi por isso que a cidade foi conquistada?!

A Criação na Mitologia Nórdica

Para quem tiver curiosidade sobre como foi a criação na Mitologia Nórdica, aqui fica uma breve referência a esse famoso episódio mitológico (retirado penso que de este link):

Criação na Mitologia Nórdica

No início dos tempos, não existia nada além do Ginnungagap. Nem areia, mar, céu ou terra, haviam sido criados. Depois de muito tempo, um novo reino ao sul emanou, um reino chamado Muspellheimr, feito de fogo, brasas ardentes e calor abrasador. No norte uma segunda região, chamada Niflheimr, surgiu, e que consistia de ventos amargos, gelo e neve. Ginnungagap ficava entre estes dois reinos, e as águas dos onze rios da fonte Hvergelmir ali fluíam. No meio do vácuo tudo era moderado, até um dia em que os elementos de fogo e gelo colidiram, ao norte a brisa fria de Niflheimr começou a congelar o vácuo, enquanto a parte meridional foi degelada pelo calor que emanava de Muspellheimr. Tudo era desordem. Mas das gotas deste grande caos, a vida emergiu, na forma de um gigante de gelo. Seu nome era Ymir e os gigantes de gelo são seus descendentes. Certa vez, enquanto Ymir estava adormecido, o primeiro homem e mulher nasceram do suor da sua axila esquerda, e suas pernas deram à luz a um filho. Enquanto isso, o gelo em Ginnungagap continuava derretendo, até que a vaca Auðumla (Audumla) emergiu. Esta alimentou o gigante Ymir com suas quatro tetas e se sustentou lambendo seu gelo. Quando Auðumla passou três noites sucessivas lambendo os blocos de gelo salgado, outro ser apareceu, seu nome era Buri, e seu filho Bor casou com Bestla, e desta união surgiram Vé, Vili e Óðinn (Odin), os primeiros deuses (os dois primeiros são provavelmente correspondentes a Hænir e Loki, respectivamente). Os filhos de Bor sentiam um ódio tremendo pelo gigante Ymir, e então engendraram sua morte. Os três irmãos tomaram o cadáver de Ymir e o levaram ao centro de Ginnungagap e o cortaram em vários pedaços. Com o descomunal corpo do gigante, Vé, Vili e Óðinn criaram o mundo, de sua carne fizeram a terra, e dos ossos as montanhas. Das partes esqueléticas quebradas de Ymir, dentes, e dedões dos pés criaram rochas, pedregulhos e pedras. O sangue que fluía de Ymir deu lugar aos rios, lagos, e mar. Larvas cresceram da carcaça de Ymir, e estas foram amoldadas em anões. Vé, Vili e Óðinn ergueram o crânio de Ymir tão alto que este alcançou o fim dos limites da terra, isto eles chamaram de céu, e para sustentá-lo sobre a terra, os filhos de Bor colocaram quatro anões, Norðri (Nordri), Suðri (Sudri), Austri, e Vestri , um em cada um dos quatro quadrantes, ou seja, correspondem respectivamente aos quatro pontos cardeais, Norte, Sul, Oeste e Leste. Os três irmãos arrebataram brasas ardentes do reino de Muspellheimr e formaram o sol, a lua, e as estrelas. Estes globos foram colocados sobre o mundo para iluminar a terra e para algumas estrelas foram determinados pontos fixos no céu, enquanto para outras foi dada permissão para dançarem livremente. Vé, Vili e Óðinn criaram o mundo em forma esférica, e um corpo de água cercou a terra. Eles designaram a parte do mundo, chamada Jötunheimr, para a raça conhecida como os gigantes de gelo e pedra. Devido à maldade dos gigantes sobre os humanos, os irmãos levaram as sobrancelhas de Ymir para formar um muro protetor ao redor do centro da terra. Isto abrigou a área que foi chamada Miðgarðr (Midgard), e que abrigaria os humanos. O cérebro de Ymir foi arremessado aos céus, pelos três deuses e com eles formaram as nuvens. Um dia, enquanto os filhos de Bor caminhavam por Miðgarðr, apreciando sua criação, perceberam que algo faltava, ao encontrarem dois troncos de árvore caídos, um de Freixo e o outro de Olmo, Óðinn criou o primeiro homem e mulher e lhes deu a essência da vida, Vili lhes deu raciocínio e sentimentos, enquanto Vé lhes deu a habilidade para ouvir, falar e ver. Seus nomes eram Askr e Embla. Vé, Vili e Óðinn ainda criaram os meios para medir e gravar o tempo, as fases claras e escuras da terra que eram governadas pela deusa Nott (“noite”) e por seu amante Dag (“dia”). Óðinn fixou-os nos céus em carruagens que circulam o mundo todo a cada dois meio dias. A carruagem de Nott é puxada por um cavalo de nome Hrimfaxi e a carruagem de Dag por uma égua de nome Skinfaxi. Um homem teve um filho ao qual deu o nome de Máni e uma filha à qual deu o nome de Roðull (Rodull). Dizia-se que os dois irmãos possuíam uma beleza radiante. Óðinn então arrebatou Máni e Roðull, e colocou-os nos céus para guiar o primeiro a lua e a segunda o sol, pois são os significados de seus nomes. Eles dirigiam carruagens, e seus cavalos eram chamados Arvak (“crina radiante”) e Alsvid (“o poderoso e jovem marchador”). Máni segue a lua ao redor e decide suas fases. Roðull é perseguida por um lobo de nome Skoll, enquanto um lobo de nome Hati Hrodnitnisson corre à frente dela tentando pegar Máni. Máni e Roðull serão devorados pelos lobos, momentos antes do Ragnarök.

Atenção, toda esta informação sobre a criação na Mitologia Nórdica foi retirada de um site, pelo que os nomes não estou muito correctos, segundo as versões usualmente patentes em edições nacionais…

Sobre o filme “Tróia”, com Brad Pitt

Sobre o filme Tróia, em que Brad Pitt faz de Aquiles, só queria aqui deixar um comentário, visto já alguém o ter referido nos comentários. É o seguinte, eu sinceramente achei algum interesse no filme, nomeadamente por terem tentado condesar algo que demorava mais de 10 anos num filme de menos de 3 horas… no entanto, eles certamente cortaram bastantes coisas da história, algumas das quais certamente iriam ter bastante interesse para as pessoas que fossem ver o filme. Além das diversas razões que me levaram a não apreciar totalmente o filme foi o corte de todas as menções à mitologia clássica, mas apartir do filme dificilmente se entenderia que a mãe de Aquiles era uma deusa. Também, será que este era realmente imortal (excepto para o seu fatídico calcanhar)? Não parece, nada no filme inclina para isso…

 

Certamente que na própria Ilíada é dado bastante relevo á personagem de Aquiles, mas daí até o converterem num super-herói, que luta contra os mais diversos monstros (leia-se o gigantesco adversário que este confronta no início do filme…) e os vence a todos ainda vai algum espaço. Também, onde está Filoctetes e os outros heróis que tiveram papéis não muito importantes? E ainda mais importante, que é feito de todos os importantes deuses que interviram na guerra? Quer dizer, no filme eles referem que Apolo se iria certamente vingar de Aquiles devido á conduta deste, mas é-nos dada alguma pista sobre o morte do herói? Nem por isso, as pessoas a quem eu perguntei disseram que ele tinha morrido porque tinha levado bastantes flechadas…

Início

Bem, este é o início da “vida” deste blog sobre mitologia, no qual serão publicadas as mais diversas coisas sobre mitologia grega, romana e nórdica, entre outras… Espero que gostem, e se quiserem ver por aqui algum mito em especial, basta deixarem por aqui um comentário com o vosso pedido!