Esta é, sem margem para dúvidas, uma das mais interessantes obras que tive oportunidade de ler nos últimos meses. Nela, Plutarco fala da religião dos Egípcios, e apesar da sua informação nem sempre ser correcta (isto é óbvio até para alguém que, como eu, não sabe tudo sobre a religião em questão), ele menciona todo um conjunto de informações preciosíssimas, talvez únicas nos autores da Antiguidade que nos chegam.
Conta, por exemplo:
– Como foi o primeiro evento de pânico;
– Estranhas representações pictóricas;
– A história dos dois deuses do Zoroastrianismo;
– A confusão dos Gregos com seus deuses, em particular o facto das estátuas serem, eventualmente, vistas como deuses, mais do que como meras representações destes;
– O mito de Tífon, em que os deuses gregos fogem para o Egipto e se disfarçam de animais;
– E muitas outras, que nem me atrevo a tentar reproduzir…
Em verdade digo que este é, sem qualquer dúvida, um daqueles livros que DEVEM ser lidos, e apesar de não ser tão pequeno como outros deste mesmo autor, dada a riqueza da informação por ele facultada este é aqui um ponto positivo, mais que negativo.
!["O cavaleiro que fazia falar as vaginas [e os rabos]", de Garin O-Cavaleiro-que-Fazia-Falar-as-Vaginas-e-os-Rabos](https://mitologia.pt/wp-content/uploads/2026/06/O-Cavaleiro-que-Fazia-Falar-as-Vaginas-e-os-Rabos-300x199.jpg)




