O mito de Apófis

Apófis e o sol

Os mitos do Egipto chegaram-nos quase sempre de uma forma fragmentária, e o mito de Apófis é um bom exemplo disso mesmo, já que sabemos alguns elementos gerais sobre esta figura, mas de uma forma que também nos deixa diversas interrogações.

Sabemos que Apófis, também conhecido como Apep, era nestes mitos dos Egípcios uma enorme serpente que combatia Rá, a divindade solar, acabando por devorá-lo ao final de cada dia. Na manhã seguinte, Rá vencia-a e acabava por matá-la, emergindo da barriga do monstro, apenas para o ver ressuscitar algumas horas mais tarde, num ciclo eterno e que se repetia, sempre sem cessar, dia após dia.

 

Assim, apesar de simples, este é um daqueles mitos que servia claramente para explicar a existência do dia e da noite, da luz e das trevas, naquela que é provavelmente a mais famosa de todas as dualidades. Mas, ao mesmo tempo, deixa questões por responder – por exemplo, se era tão fácil aos deuses pura e simplesmente voltarem à vida, como explicar o caso de Osíris? Talvez pelo facto dos mitos do Egipto se terem prolongado ao longo de infindáveis séculos, dando-lhes menos consistência do que esperaríamos? É possível, porque dificilmente eles continuariam a acreditar em Apófis século após século…

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4 comentários em “O mito de Apófis”

  1. Os deuses subiram aos céus, o lar dos deuses, por assim dizer, juntamente com Rá, quando estava próximo de sua morte. E Osíris ficou para governar a terra dos vivos.
    Acredito que há uma diferença de experiência e regras que se referem a esses locais. Assim, quem morre no mundo dos vivos não podem voltar a ele.
    Também há o fato que Apóphis vive no Duat, o submundo, então faz certo sentido que ele “ressuscite”.
    A mitologia egípcia tem MUITAS versões, já que ela mudava de acordo com a região, então….
    É isso, tchau.

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