
Um homem que cortava lenha ao pé de um rio deixou cair o seu machado nesse curso de água. Triste com essa perda, chorou, até que lhe apareceu o deus Hermes. Comovido com a situação, o ajudante divino retirou das águas um machado de ouro e perguntou ao homem se este lhe pertencia. Negou-o. Depois, o deus retirou das águas um segundo machado, este de prata. O homem também negou que esse lhe tenha pertencido. Finalmente, o deus retirou das águas um terceiro machado – o original – que o homem confirmou ser o seu. Então, pela sua honestidade, Hermes permitiu-lhe que ficasse com todos os três machados.
Mas esperem, a história ainda não terminou! Voltando à sua aldeia, este homem contou aos seus companheiros o que se tinha passado. Alguns acreditaram no que lhes era dito, enquanto que outros não. Assim, um dos que pertencia ao segundo grupo decidiu repetir a experiência – foi ao rio, atirou o seu machado para as águas e chorou. Surgiu novamente Hermes, a quem esse segundo homem contou o que se tinha passado. O deus recuperou, como antes, um machado de ouro e perguntou-lhe se era o instrumento que procurava. Movido pela avareza, confirmou imediatamente que sim – mas o deus, sabendo que era mentira, não só lhe negou este machado como nem recuperou o original, punindo as más acções como antes tinha recompensado as boas!
Esta espécie de fábula esópica ensina-nos, essencialmente, a importância da honestidade. Que mais dizer sobre isso, além do que a própria história nos pode ensinar?

!["O cavaleiro que fazia falar as vaginas [e os rabos]", de Garin "O cavaleiro que fazia falar as vaginas [e os rabos]", de Garin](https://mitologia.pt/wp-content/uploads/2026/06/O-Cavaleiro-que-Fazia-Falar-as-Vaginas-e-os-Rabos.jpg)



