Este domingo deixamos por cá um vídeo que satiriza as leituras demasiado académicas que por vezes são feitas de coisas muito simples. Mais que tudo, talvez devessemos perguntar – será que era isso que o autor original pretendia? Frequentemente, a resposta é negativa…

!["O cavaleiro que fazia falar as vaginas [e os rabos]", de Garin "O cavaleiro que fazia falar as vaginas [e os rabos]", de Garin](https://mitologia.pt/wp-content/uploads/2026/06/O-Cavaleiro-que-Fazia-Falar-as-Vaginas-e-os-Rabos.jpg)




Que maldade a vossa!
Devem-me 8 minutos da minha vida, e veremos se conseguirei voltar a olhar para a personagem!
Só oito minutos?! Nós vimos o vídeo todo, enquanto jantávamos; por volta dos 26 minutos, a sequência da banda desenhada é vista à luz da religião e de ideias que já vinham de tempos do Zoroastrianismo… mas gabamos a paciência de quem faça o mesmo, e veja o vídeo do início ao fim!
Seriamente, do que vi não pareceu sátira, antes muita seriedade mística, quase realidade paralela 🙂
Talvez entretanto ganhe coragem para ver mais uns minutos e encontre a sátira que indicam.
Mas é uma sátira, sim, porque… claro que qualquer pessoa pode fazer aquilo, aquele nível de leitura académica, mas é um completo absurdo, os alunos saíriam todos da sala e quase certamente que diriam que o professor é maluco!
A sátira implica consciência do seu uso – este senhor (Philip Glass?) parece-me crer profundamente no que diz. A menos que lá para o fim surja uma espécie de “ah, ah, enganei-te!” :))
Estou a ver aos bocadinhos, e com batota… muita batota!
O senhor é o actor John Blyth Barrymore ( https://www.imdb.com/name/nm0058213/?re f_=fn_al_nm_1 ). Mas garantimos, com todas as certezas do mundo, que nada disso é real – como dizem os especialistas, “as pessoas acreditam em tudo, desde que seja dito com confiança”.
Esclarecida!
Nunca fui grande apreciadora do Garfield, mas estava a ganhar-lhe um extraordinário pó enquanto pensava se o senhor o teria snifado… 😀
Assim sendo, sátira será. E, agora que tranquilizada (estava verdadeiramente incomodada com a psique do orador), fiquei curiosa por ver tudo :))
Atenção… aquilo faz algum sentido – faz! O problema é que é um nível de leitura da obra que ao comum mortal parecerá uma completa maluquice, na medida que não é suposto que se tente fazer uma leitura daquela natureza com algo tão simples como três quadradinhos de uma banda desenhada. Seria como se alguém pegasse em “Grândola, Vila Morena” e por artifícios retóricos conseguisse provar que, na verdade, a canção é um enorme elogio à ditadura e ao trabalho de Salazar, bem oculto entre um primeiro nível de leitura que leva toda a gente a pensar o contrário… é possível fazê-lo? É, mas soaria uma maluquice a 99,9% das pessoas.