
Quem tiver cães certamente que já os viu a cheirarem os rabos alheios… mas porque o fazem? Quem nunca se interrogou sobre esse invulgar comportamento?
Essencialmente, contam-nos as fábulas de Fedro que, numa dada altura, os cães enviaram uma embaixada ao pai dos deuses, procurando uma vida melhor para a sua espécie. Porém, quando estes embaixadores viram os deuses com os seus próprios olhos, “descuidaram-se”.
Passado algum tempo, e sem que voltassem a ver os embaixadores originais, os cães decidiram enviar um segundo grupo aos deuses. Para impedir que o mesmo voltasse a acontecer, colocaram perfumes nos traseiros dos embaixadores; mas também a nova embaixada, quando viu o poder e o horrendo som dos relâmpagos de Júpiter, fez o mesmo, deixando não só os seus dejectos mas também o perfume no local.
Júpiter, zangado, decidiu então que os cães iriam manter a vida que tinham, ou seja, que iriam passar muita fome, de forma a que não tornassem a cometer o mesmo erro que duplamente tinham feito.
Porque cheiram então os cães os rabos alheios? Segundo Fedro, fazem-no provavelmente na esperança de que, quando vêem um cão que nunca viram antes, reconhecerem-nos como parte dos potenciais embaixadores que enviaram aos deuses, e dos quais ainda esperam vir a ter notícias.
!["O cavaleiro que fazia falar as vaginas [e os rabos]", de Garin "O cavaleiro que fazia falar as vaginas [e os rabos]", de Garin](https://mitologia.pt/wp-content/uploads/2026/06/O-Cavaleiro-que-Fazia-Falar-as-Vaginas-e-os-Rabos.jpg)




