
Gostaríamos de pôr uma pequena questão a todos leitores e visitantes – o que gostariam de ver neste espaço? Que temas gostariam de ver tratados? Existe alguma coisa que sempre quiseram saber?
Não é preciso nada de muito complicado ou que tome muito do vosso tempo, bastará que nos enviem as vossas opiniões por e-mail, ou que deixem um pequeno comentário ali em baixo. Precisamos desse feedback para afinar quais são os temas em que nos devemos focar mais no futuro!
!["O cavaleiro que fazia falar as vaginas [e os rabos]", de Garin O-Cavaleiro-que-Fazia-Falar-as-Vaginas-e-os-Rabos](https://mitologia.pt/wp-content/uploads/2026/06/O-Cavaleiro-que-Fazia-Falar-as-Vaginas-e-os-Rabos-300x199.jpg)





“Ler é o melhor remédio” cumprimenta e convida Mitologias para o dialogo sobre: a falta de hábitos de leitura nos tempos livres. Cumprts fl nos tempos livres – ler é o melhor remédio
Isso não é bem uma sugestão, mas podemos responder. Simplificadamente, o objectivo da literatura devia ser o de “delectare et docere”, mas é infeliz que isso até aconteça muito pouco nos dias de hoje.
Ora bem, quem lê no seu tempo livre parece hoje pretender quase somente diversão – e as diversões dos nossos dias são mais que muitas, todas elas a competir por um só tempo livre.
De igual forma, quem lê um livro académico pretende é aprender algo, mas nunca espera acabar a sua leitura com um sorriso nos lábios.
A solução seria, na nossa opinião, que se insistisse mais na ideia da literatura com as duas faces de antes, que não só deleite – ou ensine – o leitor, mas que lhe dê tanto prazer como lhe ensina coisas novas para a sua vida.
Não é que eu tenha procurado muito, mas vocês comunicam com os “seguidores”, não há muitas páginas deste tipo que o façam.
Portanto, a minha sugestão é escreverem sobre os Sepulcros Neolíticos de Quinta do Anjo.
Devido ao Covid-19 não é possível cobrirmos esse tema rapidamente, até pela dificuldade que seria juntarmo-nos os três para uma viagem mais longa, mas naturalmente que podemos tentar falar dele no futuro. Isto porque, quando se tratam de temas relacionados com lugares físicos, tentamos sempre visitá-los nos dias anteriores à investigação do tema, até para que possamos notar possíveis ligações (físicas) às respectivas lenda.
Bem, neste caso, eu não diria que seja uma lenda nem um mito. Portanto talvez não seja muito apropriado para este website. De qualquer das formas, se me puderem responder, terem encontrado espólio nesses hipogeus é prova suficiente para comprovar que são realmente sepulcros neolíticos?
Quando se tratam de descobertas como essas, e dependendo da altura em que foram feitas (ver, por exemplo, o que escrevemos sobre a Gruta da Moeda, em Fátima: https://www.mitologia.pt/a-lenda-da-gru ta-da-moeda-309127 ), tendem a surgir mitos e lendas que explicam a sua origem. Alguns deles são interessantes, outros nem tanto, mas nascem de uma tentativa de explicar a realidade…
Bem, mas para tentar responder à pergunta, sabemos que se tratam de grutas feitas pela mão humana, e era comum que os falecidos fossem como que sepultados em locais como esses. Quando isso acontecia, eles tendiam a ser sepultados com um conjunto de elementos, como hoje as pessoas são enterradas vestidas, num caixão em que é frequentemente apresentada a cruz de Cristo, etc. Assim sendo, para se averiguar se elas são “sepulcros neolíticos”, não basta que exista um qualquer espólio encontrado no local, mas sim que o seu conteúdo seja consistente com o que foi encontrado em outros locais semelhantes. Para fazer uma comparação com os dias de hoje, se fossem encontrados restos de madeira, sapatos, um esqueleto, uma cruz, etc, poderia presumir-se que uma pessoa foi enterrada no local. De igual forma, esses sepulcros antigos, a serem-no verdadeiramente, terão tido no seu interior alguma espécie de elementos de culto de outros tempos, e poderão ser identificados com recurso a eles.
Para dar um exemplo, na Gruta de Porto Côvo, em Sintra, foram um dia encontrados “artefactos de pedra lascada, três recipientes cerâmicos não decorados, uma ponta de projéctil de metal, ossos de animais e conchas”, bem como vários esqueletos enterrados no local. Se na Quinta do Anjo foram encontradas coisas semelhantes (e confesse-se que não sabemos o que foi achado por lá), é provável que também esse local fosse utilizado como necrópole.
Bem, no azulejo lá exposto diz que encontraram vários objetos, no entanto só menciona campaniformes de cerâmica. Não sei se, algures na net, menciona que outros objectos foram encontrados.
Então, é questão de procurar o que foi encontrado lá, e depois ver se é consistente com o que dissemos ali. É a forma mais fácil de se perceber. Se, por exemplo, não foram encontrados esqueletos no local, poderá ter-se tratado de um local de culto, mas não uma necrópole…
Bem, agora fiquei intrigada sobre o assunto. Vou fazer uma pesquisa a fundo haha but thanks for answering 😀
O prazer é todo da nossa parte, como sempre, e boa sorte na busca por essa resposta!