
Cremos que todos temos alguns amigos que são muito “chatinhos” em relação aos detalhes de séries de televisão, livros e outras coisas que tais. O que Porfírio tenta fazer nesta obra é responder a todos aqueles que se interrogavam em relação a questões como essas, mas nos poemas atribuídos a Homero. Alguns exemplos de perguntas:
- Porque diz Príamo que não tinha coragem para ver Alexandre e Menelau a lutarem um com o outro, mas não tem qualquer problema em ver o combate de Aquiles com Heitor, quando até amava ainda mais esse outro filho?
- Porque havia no escudo de Aquiles uma camada de ouro?
- Que espécie de águia foi enviada por Zeus num dado momento?
- Como tinham os heróis tempo para conversar uns com os outros durante o combate?
- Num dado momento, é dito que foi Apolo a dar o arco a Pândaro, enquanto que num outro é dito que este último o fez com o corno de uma cabra selvagem. Como são ambas as coisas possíveis?
Apenas para dar um exemplo de resposta, em relação a esta última pergunta Porfírio diz-nos que se tratava de uma metáfora; Apolo, enquanto criador original do arco, “dava-o” a todos aqueles que usavam esse instrumento bélico, enquanto que o arco específico de Pândaro tinha, efectivamente, sido criado por esse herói. É decididamente uma boa resposta, como muitas outras que ocupam o mesmo livro!
!["O cavaleiro que fazia falar as vaginas [e os rabos]", de Garin O-Cavaleiro-que-Fazia-Falar-as-Vaginas-e-os-Rabos](https://mitologia.pt/wp-content/uploads/2026/06/O-Cavaleiro-que-Fazia-Falar-as-Vaginas-e-os-Rabos-300x199.jpg)




