Quando, há já umas semanas atrás, andava pela internet, encontrei este curioso artigo que confronta o logo de sete empresas com a origem mitológica das criaturas e símbolos usados, numa associação que nem sempre tem muito sentido. Ainda assim, este problema é cada vez mais comum… como primeiro exemplo, posso dizer que algures por Lisboa há um empresa de trabalho temporário cujo logo apresenta uma coruja de Atena – a mesma da moeda de 1€ grega – numa relação que nem se compreende muito bem.
Depois, podem até ser encontrados exemplos como este:
[Imagem entretanto desaparecida]
Aqui, existem múltiplas interpretações para a situação, mas é-me difícil imaginar alguma que não seja profundamente negativa, razão pela qual, ao escolher-se um logo para uma empresa se deverá ter especial cuidado com toda a sua simbologia. Senão, incorrem-se em situações como a da sirena do “Starbucks” – que, como uma vez disse a uma amiga, é “provável” que tenha sido escolhida devido ao poder hipnótico e mortal dos produtos lá vendidos.
!["O cavaleiro que fazia falar as vaginas [e os rabos]", de Garin "O cavaleiro que fazia falar as vaginas [e os rabos]", de Garin](https://mitologia.pt/wp-content/uploads/2026/06/O-Cavaleiro-que-Fazia-Falar-as-Vaginas-e-os-Rabos.jpg)





Peço perdão pelos comentários constantes, mas não tenho muito que fazer…
Estes são apenas casos em que o simbolismo das figuras se perdeu – um fenómeno análogo àquele que, em Linguística, se passa com as lexicalizações de palavras complexas; ou, como julgo ter sucedido, em certos casos paleográficos de caligrafização de escritas cursivas. Como o público não mais entende o significado da fénix, ela pode bem ser usada em qualquer circunstância.
É possível que sim…
(Este comentário foi adicionado em 2020 porque muitas das respostas anteriores se perderam)