Sobre esta concepção do amor na visão de Chaucer, as linhas que se seguem vêm dos Contos da Cantuária, com tradução de Paulo Vizioli:

Os que se amam devem respeitar-se mutuamente, se quiserem viver juntos muito tempo. O amor não tolera imposições. Quando surge a imposição, o deus do Amor bate as asas, e então, adeus! vai-se embora. O amor, como tudo o que é do espírito, tem que ser livre. As mulheres, por natureza, desejam a liberdade, e não gostam de ser coagidas como escravas; assim também são os homens, para dizer a verdade. No amor leva vantagem aquele que for mais paciente; sim, virtude sublime é a paciência, dizem os doutos, pois vence onde fracassa a intolerância. Não se deve esbravejar, ou responder, a cada palavra: quem não aprende por si mesmo a controlar-se, ou por bem ou por mal será ensinado. Além disso, não há ninguém neste mundo que, uma vez ou outra, não faça ou não diga alguma coisa errada; a ira, a doença, a influência astral, o vinho, o desequilíbrio dos humores, – tudo pode levar a atitudes ou palavras insensatas. Eis porque não convém ficar zangado a cada deslize; e quem entende a essência da verdadeira autoridade deve com o tempo cultivar o equilíbrio.
!["O cavaleiro que fazia falar as vaginas [e os rabos]", de Garin "O cavaleiro que fazia falar as vaginas [e os rabos]", de Garin](https://mitologia.pt/wp-content/uploads/2026/06/O-Cavaleiro-que-Fazia-Falar-as-Vaginas-e-os-Rabos.jpg)




