Na literatura da Idade Média é sobejamente conhecida a história de como o unicórnio, quase sempre representado como um cavalo com um corno no meio da testa, só pode ser capturado com o auxílio de uma virgem. Múltiplas imagens medievais mostram até o momento em que a virgem abraça o animal e a forma como um caçador próximo deste o fere nesse preciso instante.
Uma história mais feliz conta-nos Tzetzes. Segundo ele, um unicórnio podia ser capturado fazendo um homem vestir roupa feminina, devendo ele estar ungido com os melhores perfumes. Depois, o homem apenas teria de abraçar o animal e os caçadores poderiam cortar-lhe o corno, deixando o animal fugir. Isto bastaria para obter o corno, que era então usado pela sua resistência aos venenos.
Portanto, contrariamente ao que muitas histórias medievais nos poderiam fazer crer, não era absolutamente necessário matar a tão-singular criatura – de facto este mesmo tema continua aqui, com mais informação sobre esta estranha criatura a que chamam Unicórnio…
!["O cavaleiro que fazia falar as vaginas [e os rabos]", de Garin O-Cavaleiro-que-Fazia-Falar-as-Vaginas-e-os-Rabos](https://mitologia.pt/wp-content/uploads/2026/06/O-Cavaleiro-que-Fazia-Falar-as-Vaginas-e-os-Rabos-300x199.jpg)




