A lenda de Mothman (e as “Prophecies”)

Mothman é uma de muitas criaturas que são relativamente famosas no seu país de origem, os EUA, mas nem sempre tão conhecidas nos outros países. Existem aí muitas outras, como o Bigfoot, o Chupa-cabra ou o Demónio de Jersey, mas o de hoje tem a curiosa particularidade de ter um livro mais ou menos oficial, ou pelo menos oficialmente associado, a si. Mas já lá iremos, por agora apresente-se a estranha criatura hoje aqui em questão.

A lenda de Mothman e as Mothman Chronicles

A fotografia acima, imperativamente difícil de ver (como é demasiado comum em circunstâncias como estas), foi uma de muitas fotos que foram sendo tiradas por alguém que pensava ver Mothman. Não é muito claro, pelo menos pela imagem, em que consiste essa criatura, mas o próprio nome leva-nos facilmente à ideia de se tratar de um ser meio-homem e meio-traça, uma figura alada e com grandes olhos vermelhos cuja forma essencial poderia, a uma primeira vista, ser até confundida com um ser humano. Diz-se que ela foi vista pela primeira vez por volta de 1966 em Point Pleasant, West Virginia, EUA, por um casal nos seus afazeres habituais, mas o mais interessante é que ela foi depois vista aqui e ali por diversas pessoas, existindo até mitos urbanos nos quais surge a ideia desta criatura matar pares de namorados nas suas aventuras sexuais nocturnas.

 

Será verdade? Será mentira, meros mitos urbanos americanos? O que podemos afirmar, sem maiores dúvidas, é que em dada altura este Mothman foi tão significativo na sua zona que foi criado um museu, e que um tal John Keel escreveu uma obra de título The Mothman Prophecies, contando muitas das coisas estranhas que foram acontecendo desde a aparição inicial deste ser em 1966 (e que posteriormente até deram lugar a um filme com Richard Gere, que não fomos ver para a escrita destas linhas). É uma espécie de Ficheiros Secretos de outros tempos e em forma escrita, mas é importante notar que o seu autor tenta ter uma perspectiva relativamente céptica, chegando a admitir em alguns momentos uma verdade importante, que passa pelo facto das pesquisas que fez nesta área o terem conduzido a alguns eventos estranhos (dos quais, enquanto leitores, até podemos e devemos duvidar…), tal como a pessoas cuja estabilidade mental e emocional é claramente de duvidar. A obra termina com a destruição de uma ponte local em hora de ponta, no ano de 1967, supostamente um de muitos eventos profetizados indirectamente pela aparição da criatura e de todas as outras estranhas ocorrências da altura.

 

Será verdade? Será mentira? Estas Mothman Prophecies fazem acreditar na primeira hipótese, mas dado todo um conjunto de coisas estranhas que vão reportando ao longo das suas páginas, nunca pode ser claro onde começa a mentira e termina a verdade. E a estranha criatura, essa, parece continuar a ser vista pelos locais até aos dias de hoje. Por isso, se um dia passarem por este estado americano e virem alguma estranha figura a esvoaçar pelos céus, já sabem, é fortemente provável que se trate de Mothman!

Livro “O 12º Planeta”, de Zecharia Sitchin

O livro evocado nas linhas de hoje, O 12º Planeta de Zecharia Sitchin, sem qualquer dúvida que é interessante. Apresenta uma história muito boa – já lá iremos – e em diversas alturas até levanta questões verdadeiramente importantes. Seria muito recomendado aos leitores, não fosse pelo facto de ao longo do texto ir apresentando algumas falhas de conhecimento e diversas tentativas, aparentemente deliberadas, de deturpar a realidade para esta bater certo com a tese que o autor pretendia defender. E qual é ela? É, de facto e como veremos em seguida, mesmo muito interessante!

Livro O 12º Planeta, de Zecharia Sitchin

Este O 12º Planeta começa com uma história da humanidade até aos primeiros tempos da escrita. Como foi possível aos seres humanos, descendendo dos macacos, um dia começarem a criar as primeiras cidades, estabelecerem a Agricultura e domesticarem animais? Segundo a tese aqui apresentada por Zecharia Sitchin, esse salto de conhecimento só foi possível pela intervenção de seres de outros planetas na história humana, um conjunto de figuras extraterrestres que depois foram vistas como deuses ou figuras divinas, e.g. os Nefilins, pelos habitantes locais.

Para defender essa estranha ideia, o autor vai mostrando, aqui e ali, diversos paralelismos curiosos em diversos sistemas mitológicos, como a existência constante de 12 figuras principais. E se, até essa altura, o autor até vai fazendo sentido e colocando questões muito dignas de discussão – afinal de contas, como é que a humanidade descobriu a Agricultura? – depois as coisas vão-se tornando um pouco mais estranhas, relembrando mesmo um episódio de Ancient Aliens e as actuais ideias das teorias dos Astronautas Antigos. Talvez o grande momento de charneira possa ser considerado aquele em que o autor pega no Enuma Elish, um épico babilónio, e tenta defender que ele preserva uma espécie de relato da viagem destes seres, os Anunnaki, do seu planeta original para o nosso – o suposto 12º do nosso sistema solar, a que também chamam Nibiru ou Planeta X – e as suas aventuras por aqui.

 

Pode parecer, ao leitor comum, uma ideia bastante estranha, mas pelo caminho, entre esse pólo da indisputada realidade e da aparente ficção, Zecharia Sitchin vai apresentando um conjunto de ideias que são pouco conhecidas à maioria das pessoas e que explicam, por exemplo, algumas curiosas falhas da trama bíblica. Por exemplo, pensando na famosa história do dilúvio universal, com a presença apenas de Deus ela faz pouco sentido, mas se pensarmos nela como ocorria nas fontes mais antigas – e.g. a Epopeia de Gilgamesh – ela incluía a presença de duas figuras divinas, Enki e Enlil, que eram essencialmente opostas, e enquanto uma delas tenta destruir a humanidade, já a outra tenta salvá-la. E, repita-se até mais uma vez, isso é muito interessante, como não poderia deixar de ser.

 

Infelizmente, ao mesmo tempo este O 12º Planeta tem o problema de Zecharia Sitchin nem sempre parecer muito honesto nas suas interpretações. Na altura em que primeiro publicou esta sua obra – o ano era 1976 – ainda existiam muito poucas ou nenhumas traduções dos textos em que se apoia para a sua tese essencial, mas agora, muito mais bem preparados para os julgar, já conseguimos ver que o lido por este autor e o escrito no original nem sempre correspondem… o que é um problema muito notável, por esta ser uma obra que se apoia tanto nos mais antigos textos acessíveis à humanidade!

 

Sendo assim, este O 12º Planeta, de Zecharia Sitchin, pode ser lido por quem tem interesse pelo início da história dos seres humanos ou pelas pessoas que gostam de Mitologia ou Religião, mas em todos esses casos é importante ter-se em conta que os momentos em que o autor se apoia em textos antigos nem sempre são fiáveis. Ou as suas leituras da iconografia antiga que nos chegou. Mas, ainda assim, se o livro for lido como se de uma obra puramente ficcional se tratasse, sem qualquer dúvida que dá muito que pensar, e até merece ser debatido em grupo, por levantar questões históricas que raramente contemplamos…!

 

 

P.S.- Também existe uma alternativa muito significativa à leitura deste livro. Após a morte do autor, a sua sobrinha Janet publicou uma espécie de resumo do pensamento do tio. Com título The Anunnaki Chronicles: A Zecharia Sitchin Reader, esse outro livro não só recapitula as teorias apresentadas em diversas obras deste autor, como também alguns documentos adicionais que não tinham sido publicados até então.

O mito do mártir Gaudêncio, arquitecto do Coliseu de Roma(?)

A história de hoje, este mito do mártir Gaudêncio, está intimamente ligada a um dos mais famosos locais da cidade de Roma. Se já cá falámos sobre a origem do nome do Coliseu, sobre esse mesmo tema há um ponto que parece ter sido muito esquecido ao longo dos séculos, e há quase dois milénios – quem foi o arquitecto por detrás de todo este famoso monumento romano? Não há quaisquer certezas, nem autores tão eminentes como Vitrúvio o nomeiam, e talvez por isso lá surgiu uma espécie de mito que explica o que aconteceu à figura por detrás de uma tão grande e imponente construção.

O mito do Mártir Gaudêncio

Este mito – porque o é, não temos qualquer prova de que esta história tenha sido verdade – conta então que o arquitecto do Anfiteatro Flaviano foi um tal Gaudêncio. Segundo o breve texto no seu túmulo (já lá iremos!), apesar deste enorme feito ele supostamente terá sido morto na arena, algures no tempo do Imperador Vespasiano. Pela presença dessa sua derradeira morada num cemitério cristão infere-se, muito naturalmente, que o seu “crime” tenha sido o de ter sido Cristão… mas, se hoje existem vários santos e mártires que partilham este mesmo nome, não encontrámos nenhum que tenha vivido no primeiro século da nossa era, corresponda a esta descrição geral e continue a ser venerado nos nossos dias de hoje. Como tal, toda a história parece vir, apenas e exclusivamente, de um texto latino que foi encontrado num túmulo romano na mesma cidade, e que reproduzimos abaixo:

SIC  PREMIA  SERVAS  VESPASIANE  DIRE
PREMIATVS  ES  MORTE  GAVDENTI   LETARE
CIVITAS  VBT  GLORIE  TVE  AVTORI
PROMISIT  ISTE  DAT  KRISTVS  OMNIA  TIBI
QVI  ALIVM  PARAVIT  THEATRV  IN  CELO 

O que quer isto dizer, perguntam os leitores que pouco ou nada saibam de Latim… mas neste caso o problema não passa tanto por uma tradução, mas por uma questão de interpretação do que o texto diz. Ele pode ser traduzido mais ou menos assim (infelizmente, hoje não podemos oferecer uma tradução melhor que esta):

Assim serás recompensado, Vespasiano, como mereces.
És recompensado pela morte de Gaudêncio; alegra-te.
A cidade prospera, autor da tua glória.
Ele prometeu isto, Cristo dá-te tudo.
Aquele que preparou outro teatro no céu.

Como é muito fácil notar, isto não fala do Coliseu, nem referencia o tal (suposto) mártir Gaudêncio de uma forma clara… mas a referência a Vespasiano, de que um Gaudêncio poderá ter sido “autor da glória”, poderá igualmente sugerir, com imensa imaginação à mistura, uma espécie de lenda como a que já relatámos ali em cima.

Sabemos que existiu pelo menos um Gaudêncio a viver em Roma na sua longa história, mas é difícil saber se este túmulo lhe pertenceu. Mesmo que tenha pertencido, a sua relação com Vespasiano não é clara. Nem é claro que tenha sido ele o arquitecto do Coliseu. Muito menos se sabe se este homem morreu na arena. Mas, através do mito e da lenda, é fácil ligar todos esses elementos e imaginar o que o texto não diz, gerando um relato muito geral, como aquele que foi apresentado ali em cima…

 

Para concluir… que foi, na verdade, o arquitecto por detrás do Coliseu de Roma? A enorme verdade é que não sabemos. Só e apenas isso. É uma informação que não parece ter chegado aos nossos dias, por muito que pessoas com mais imaginação queiram insistir em dizer o contrário.

“When Prophecy Fails”, de Leon Festinger

O livro When Prophecy Fails, de Leon Festinger, Henry Riecken e Stanley Schachter, é daqueles que até dá bastante que pensar. Foi primeiro publicado em 1956, mas o seu tema mantém-se tão interessante e actual nos dias de hoje como na altura em que foi publicado, não só pela sua referência a uma espécie de culto religioso, mas por esta ter sido, aparentemente, uma das primeiras obras literárias a postular a ideia de dissonância cognitiva, i.e. a ideia de que procuramos coerência entre as nossas crenças, por exemplo alterando as nossas visões de acontecimentos para baterem certo com aquilo em que acreditamos. Mas já lá voltaremos, por agora falemos do livro em si.

"When Prophecy Fails", de Leon Festinger

Em When Prophecy Fails, Leon Festinger e os seus colegas essencialmente infiltraram-se no que pode ser considerado uma espécie de culto religioso do seu tempo e tentaram estudar o que iria acontecer quando uma das profecias mais significativas do grupo falhasse. Então, quando esta espécie de religião disse que no dia 21 de Dezembro de 1954 uma cidade local ia ser destruída por uma enorme cheia, mas que eles iam ser salvos por um OVNI… estes senhores infiltraram-se no grupo e documentaram não só aquilo em que estas pessoas acreditavam, mas também foram esperando e vendo, sem nunca interferir, o que ia acontecendo até essa data e nos dias seguintes.

 

O que isto tem de importante, e igualmente significativo, para os nossos dias de hoje prende-se não tanto e apenas com o tema dos cultos religiosos, mas mais com a forma como nós próprios tendemos, internamente, a explicar coisas como os nossos próprios falhanços. Por exemplo, um dos nossos colegas tende a colocá-lo da seguinte forma – uma jovem junta-se ao “online dating” e conhece o namorado dela lá. Depois, uma amiga, que também procura uma cara-metade, vai ao mesmo local e não consegue encontrar ninguém para ela… e isto gera um conjunto de sentimentos mais ou menos previsíveis, que a leva a acreditar que a culpa desse desfecho diferente não é dela, mas sim atribuível a [inserir aqui N razões que a desculpabilizam de tudo]. A isso se chama, essencialmente, a tal “dissonância cognitiva”.

 

No caso do culto religioso da obra, quando chegaram os dias preditos e os crentes não foram levados por extraterrestres, nem o tal dilúvio tomou lugar, começou a passar na cabeça destas pessoas um conjunto de ideias – foi apenas um teste; os OVNIs viriam noutra altura; conseguimos salvar o mundo; X não teve lugar porque tinham infiéis no seu cerne; era tudo mentira; etc. – que ora as levavam a abandonar esta religião, ou a fazê-las ainda mais comprometidas com ela, por estranho que isso nos possa parecer. E então, os autores postularam cinco condições necessárias para as pessoas continuarem a acreditar nessas coisas mesmo após as profecias terem falhado… o que, de um ponto de vista neutro, nos poderá parecer muito estranho. Para se compreender melhor isto, When Prophecy Fails apresenta os principais intervenientes de toda a acção, e demonstra como eles reagiram antes, durante e depois dos eventos aqui em questão.

 

Para quem tiver interesse em cultos religiosos, ou em Psicologia, esta When Prophecy Fails, de Leon Festinger, é uma obra literária muito digna de nota, quanto mais não seja pela neutralidade como tenta cobrir o seu tema essencial ao longo das ocorrências que vão tendo lugar. Fica recomendado aos leitores que se interessem por esse tipo de temas.

“A Cintriada”, poema sobre a beleza de Sintra

A Cintriada é uma daquelas composições poéticas que está quase esquecida hoje em dia. Pelo seu nome já se percebe que o tema de todo o poema é Sintra (= Cintra), e no prefácio – que, na edição a que lhe tivemos acesso, ocupa aproximadamente um terço da obra – o próprio autor, um tal Padre Manoel Rodrigues de Faria, confessa ser esse o seu tema. Numa altura em que o Palácio da Pena estava a ser (re?)construído, para ter aquela forma que lhe reconhecemos hoje, este autor sentiu então a necessidade de cantar a beleza de Sintra. E claro que o tema é inesperado, muito interessante até dados os encantos da vila, e daria potencialmente aquele proverbial “pano para mangas”, mas o grande problema na leitura da obra é descoberto logo nas suas primeiras páginas.

Capa do poema "A Cintriada"

Primeiro, A Cintriada começa com um prefácio que parece enorme para o tamanho da obra – mais de 30 páginas, num total de cerca de uma centena – em que o autor mais parece querer enrolar o leitor do que lhe dar qualquer espécie de informação muitíssimo pertinente para a leitura da obra. Ficará para a eternidade uma questão estranha – será que a “Typographia de G. M. Martins”, que imprimiu a obra, tinha um limite mínimo de 100 páginas?

 

Depois, quando (finalmente) se chega aos primeiros versos da obra, eles são banais, quase como as rimas que as crianças muitas vezes fazem na escola. A título de exemplo, reproduza-se aqui uma estrofe:

As flores aqui postas pela ordem
Com que classificou Lineu as Plantas,
As flores que dos mesmos matos sordem,
Os Tojos, as Giestas, e outras tantas,
As Urtigas, que a quem as toca mordem,
As Plantas em fim todas aqui quantas
Dão flores, as dão como à porfia,
Como quem quer levar a primazia.

Em terceiro lugar, se em dados momentos o autor até refere espaços e eventos particularmente relevantes da história de Sintra, mesmo a forma como os trata tem muito pouco encanto. A um tema célebre, como a conquista da vila aos Mouros, é dada quase a mesma relevância que a presença de rosas e outras flores e plantas nessa zona, seguindo-se todos esses temas de uma forma profundamente banal.

 

E, em quarto lugar (e último), o poema está pejado de notas mais ou menos longas, para o autor tentar explicar o porquê da sua Cintriada mencionar determinados elementos. E se algumas dessas notas até têm algum interesse para o leitor, outras dizem coisas como “Synthronon, grego, quer dizer o banco ou degrau de um teatro ou de um trono”, “esta rica e pitoresca estrada [para a Pena] começou-se no ano de 1839 com tanto empenho e gosto que no seguinte ano de 1840 estava concluída”, ou repetem os nomes de determinadas flores em tudo quanto é língua, como se tudo isso fosse muitíssimo importante numa construção poética.

 

Em suma, esta não é de todo uma obra fácil de encontrar, mas mesmo que a encontrem ela não tem nada de muito significativo, excepto talvez pela sua existência como mero objecto de colecção. A sua parte mais interessante, no contexto deste espaço, talvez seja a referência a uma pequena lenda que está completamente esquecida nos nossos dias, e que vale a pena reproduzir-se ao terminar as linhas de hoje:

Certo Turco, achando-se cego e sabendo pelos seus livros a virtude das ervas de Portugal, dissera a um seu escravo Português: “Vai a Portugal, leva estes sapatos novos, não os calces senão na Serra de Sintra, passeia os sítios tal e tal da Serra com eles, e depois une-os bem um ao outro, e bem atados torna-nos a trazer, porque há naquela serra uma erva de tanta virtude que basta que tu a pises com estes sapatos, e eu esfregue os meus olhos com eles, para me ser restituída a vista. Dou-te superabundantemente para a despesa, e adverto que se fores fiel em tudo quanto te ordeno, não só te farei rico, mas te restituirei à tua liberdade. Cumprindo o escravo exactamente quanto o seu senhor lhe ordenara, e sendo restituída a vista a seu senhor, cumprira o que lhe prometera, e despedindo-se dele lhe dissera: “Os Portugueses não sabem dar valor à riqueza que possuem só nas virtudes das plantas e ervas desse reino, especialmente na Serra de Sintra”…