Porque se separaram as igrejas católica e ortodoxa?

A razão da separação entre as igrejas católica e ortodoxa é algo que já nos foi perguntado por diversas vezes. Porém, não é fácil apontar uma razão exclusiva, já que essa separação não aconteceu na sequência de um só evento, mas através de diversos elementos que se foram associando ao longo dos séculos. Aqui ficam algumas dessas razões, mas com a ressalva de que esta não é uma lista exaustiva:

 

– A existência de um Papa, com sede em Roma (por oposição a uma potencial localização na “Nova Roma”, Constantinopla);

– A separação do Império Romano em dois, o do Ocidente e o do Oriente, o que gerou diferenças de línguas e de ritos;

– A inclusão da expressão “e do Filho” no Credo Nicénico;

– Disputas de ordem territorial, ou seja, se uma dada cidade deveria obedecer à Sé de Roma ou à de Constantinopla;

– Uma dupla excomunhão em 1054;

– A destruição de Constantinopla na Quarta Cruzada;

 

A estas se juntam diversas razões de ordem teológica, as quais ainda hoje tornam difícil sanar as divergências entre as duas igrejas, apesar de tudo aquilo que possam ter em comum.

Uma história pouco conhecida do unicórnio

Na literatura da Idade Média é sobejamente conhecida a história de como o unicórnio, quase sempre representado como um cavalo com um corno no meio da testa, só pode ser capturado com o auxílio de uma virgem. Múltiplas imagens medievais mostram até o momento em que a virgem abraça o animal e a forma como um caçador próximo deste o fere nesse preciso instante.

 

Uma história mais feliz conta-nos Tzetzes. Segundo ele, um unicórnio podia ser capturado fazendo um homem vestir roupa feminina, devendo ele estar ungido com os melhores perfumes. Depois, o homem apenas teria de abraçar o animal e os caçadores poderiam cortar-lhe o corno, deixando o animal fugir. Isto bastaria para obter o corno, que era então usado pela sua resistência aos venenos.

Portanto, contrariamente ao que muitas histórias medievais nos poderiam fazer crer, não era absolutamente necessário matar a tão-singular criatura – de facto este mesmo tema continua aqui, com mais informação sobre esta estranha criatura a que chamam Unicórnio…

Origem da expressão “Quem vive pela espada morre pela espada”

A expressão Quem vive pela espada morre pela espada, mais comum em Inglês do que em Português, parece advir da tragédia esquiliana Agamémnon, num momento em que Clitemnestra, ao justificar ao coro o porquê dos seus actos abomináveis, diz algo semelhante a “Acto por acto, ferida por ferida (…) trabalhaste com a espada e pela espada morres”. Por isso, trata-se de uma expressão que nos remete à ideia de que quem faz uma dada acção tem, muitas vezes, um retorno semelhante.

Pequenas apps sobre diversas mitologias

Fomos contactados pelo Theago Liddell, que criou diversas pequenas apps sobre múltiplas mitologias. Podem ser encontradas neste link, na sua versão para Android.

 

Tem, por exemplo, apps com informação sobre mitologia asteca, céltica, egípcia, grega, maori e nórdica, entre muitras outras. No seu geral são muito simples e fáceis de navegar, estão disponíveis em múltiplas línguas, e apesar da simplicidade também contêm bastante informação para todas aqueles que queiram aprender um pouco mais sobre esses domínios.

A história de Polidamas de Escotusa

Polidamas de Escotusa foi um vencedor olímpico da modalidade de pancrácio, mas ficou mais conhecido devido ao seu tamanho e forças descomunais. Muitos são os feitos de força que lhe foram sendo atribuídos, entre eles o de sufocar um leão no Monte Olimpo (levando-nos directamente ao mito de Héracles), mas um dos seus momentos mais famosos foi o da sua própria morte – segundo as fontes que temos Polidamas estava numa caverna com alguns amigos quando o tecto desta começou a cair. Ele foi capaz de o segurar durante tempo suficiente para possibilitar a fuga dos companheiros, mas essa caverna acabou também por tornar-se o seu túmulo.