Qual é a língua primordial? Uma possível resposta…

Esta é uma questão sobre a qual, indubitavelmente, todos aqueles que estudam áreas como a Linguística já se interrogaram. Se existe uma qualquer espécie de evolução na raça humana, terá existido uma altura em que todos os humanos falavam uma mesma língua, mas qual seria essa língua primordial? Não é uma questão fácil, e não proponho resolvê-la aqui, mas na Antiguidade um faraó egípcio interrogou-se sobre este tema, e, como nos informa Heródoto no segundo livro das suas Histórias, tentou descobrir a resposta.

 

Para tal, pegou em dois recém-nascidos e fez com que fossem criados sem nunca ouvirem qualquer língua, sendo só visitados por uma mulher que, diariamente, os alimentava. Um dia, começaram a falar, dizendo “bekos”. Sabendo disto, o faraó decidiu investigar a que palavra pertencia essa língua, e visto que “bekos” significava “pão” em Frígio, o monarca foi levado a pensar que, então, essa era a primeira de todas as línguas, aquela com que nascemos.

 

Mas estaria ele correcto? Se esta é a versão mais famosa de toda a história, e nos poderia levar a conclusões precipitadas, convém acrescentar que os autores posteriores revelam menos certezas. Segundo, pelo menos, um deles, a mulher que alimentavam os dois pequenos humanos tinha falado com eles, pelo que toda a experiência estava adulterada… mas mesmo que assim não o fosse, importa relembrar que este é um mito, podendo ter algum fundo de verdade, mas que não deve ser usado para acreditar que o Frígio era, mesmo, a primeira das línguas, algo que é, nos nossos dias de hoje, fácil de refutar recorrendo a casos como os das crianças-lobo.

O problema matemático de Héracles

Heracles the mighty was questioning Augeas, seeking to learn the number of his herds, and Augeas replied “About the streams of Alpheius, my friend, are the half of them; the eighth part pasture around the hill of Cronos, the twelfth part far away by the precinct of Taraxippus; the twentieth part feed in holy Elis, and I left the thirtieth part in Arcadia; but here you see the remaining fifty herds.”

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Fica a questão, para quem quiser pensar nisto, ou apenas tentar resolver um problema matemático de Héracles, provindo ainda de tempos da Antiguidade…

Neste dia da mulher, algumas palavras em que pensar…

Neste dia da mulher, aqui ficam algumas palavras em que pensar bastante…

 

“How can a man know what a woman’s life is?  A woman’s life is quite different from a man’s.  God has ordered it so.  A man is the same from the time of his circumcision to the time of his withering.  He is the same before he has sought out a woman for the first time, and afterwards.  But the day when a woman enjoys her first love cuts her in two.  She becomes another woman on that day.  The man is the same after his first love as he was before.  The woman is from the day of her first love another.  That continues so all through life.  The man spends a night by a woman and goes away.  His life and body are always the same.  The woman conceives.  As a mother she is another person than the woman without child.  She carries the print of the night nine months long in her body. Something grows.  Something grows into her life that never again departs from it.  She is a mother.  She is and remains a mother even though her child die, though all her children die.  For at one time she carried the child under her heart.  And it does not go out of her heart ever again.  Not even when it is dead. 

And this the man does not know; he knows nothing.  He does not know the difference before love and after love, before motherhood and after motherhood. He can know nothing.  Only a woman can know that and speak of that.  That is why we won’t be told what to do by our husbands.  A woman can only do one thing. She can respect herself.  She can keep herself decent.  She must always be as her nature is.  She must always be maiden and always be mother.  Before every love she is a maiden, after every love she is a mother.  In this you can see whether she is a good woman or not.”

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Os mitos de Lâmia, Górgone, Efialtes e Mormolica

Os mitos de Lâmia, Górgone, Efialtes e Mormolica não são, hoje em dia, certamente muito conhecidos. Se ainda hoje temos, seja para assustar as crianças ou para as incitar a seguir algum bom caminho, histórias como as do Papão, do desconhecido que oferece doces em troca de “nada” (ou que carrega o saldo dos telemóveis, que os tempos têm mudado!), do Pai Natal e da Fada dos Dentes, etc., elas não são totalmente novas. Histórias como essas também já existiam na Antiguidade, e a maior dificuldade que temos, em relação a elas, é o facto dos vários autores nunca as contarem de uma forma muito directa, provavelmente porque já seriam do conhecimento geral. Estrabão, na sua obra, até faz uma referência casual a quatro dessas figuras, mas, infelizmente, também não nos diz de que forma estas influenciariam as crianças. Eram elas a Lâmia, a Górgone, Efialtes e Mormolica.

 

A primeira destas já cá foi falada por várias vezes, mas sabemos que também era suposto ser uma figura que comia as crianças, por ela própria ter antes perdido as suas. A Górgone (que não deve ser confundida com a Medusa) é uma figura que acabaria por se desdobrar em três irmãs, mas sobre a qual pouco sabemos, na sua forma original. Efialtes era um dos gigantes que, juntamente com o irmão – juntos, tomavam o nome de Aloídas – tentou empilhar várias montanhas para chegar ao Olimpo, sendo precipitado por um dos relâmpagos de Zeus. Sobre Mormolica, sabemos que era um espectro que assustava as crianças, mas pouco ou nada mais.

 

Se, baseados nas linhas desse autor, até podemos aceitar que estas quatro figuras tinham, de alguma forma, a função de, como as nossas, assustar as crianças ou incitá-las a boas acções, talvez nunca venhamos a saber as histórias infantis associadas a cada uma delas, que, pelo menos de uma forma parcial, até poderiam ter sido diferentes dos mitos descritos acima.

Para o dia de S. Valentim, um epigrama

Tu tens os olhos de Hera, Melite,

As mãos de Atena,

Os seios de Afrodite,

E os pés de Tétis.

Abençoado é aquele que olha para ti,

Três vezes abençoado quem te ouve falar,

Um semideus aquele que te beija,

E um deus aquele que te tiver para esposa.

(Antologia Grega, V.94, atribuído a um Rufino)