Histórias do Zodíaco #11 – o Aquário

A figura do Aquário é, quase sempre, a de Ganímedes. Este era um jovem bastante apreciado pela sua beleza, que até cativou o próprio rei dos deuses, Zeus. Assim, quando este último desejou possuir Ganímedes, raptou-o e levou-o consigo para o Olimpo, onde passou a ter a tarefa de servir o vinho nos festins divinos. Desta forma, a pequena jarra que o representante do signo transporta consigo não contém (apenas) água, como até seria de esperar pelo seu nome, mas uma mistura dessa substância com vinho, de acordo com as tradições da altura.

Histórias do Zodíaco #10 – o Capricórnio

Ao signo do Capricórnio existem associadas duas histórias.

Este poderá tratar-se do deus Pã, que ao fugir de um ataque do monstruoso Tífon se transformou num misto de cabra e de peixe. A esse singular mito se voltará no (futuro) artigo relativo ao signo de Peixes.

 

A segunda história está intimamente ligada a um mito segundo o qual o pai de Zeus comia todos os seus filhos ao nascimento, e a forma como este último deus foi salvo pela mãe. No entanto, menos conhecido é um episódio segundo o qual este futuro rei dos deuses do Olimpo foi criado por uma cabra, de seu nome Amalteia. Mais tarde, e como agradecimento pelos seus serviços, esta foi até colocada nos céus, onde ainda hoje pode ser vista.

Histórias do Zodíaco #9 – o Sagitário

Se muitos são os símbolos do zodíaco cujas histórias se encontram envoltas em alguma neblina, o mesmo não se passa com o caso do Sagitário, em relação ao qual todos os autores consultados parecem concordar numa mesma figura e versão da história.

 

O Sagitário tratava-se então de Quíron, um centauro que foi tutor de diversos heróis, entre eles Aquiles, Héracles e Pátroclo, só para referir alguns dos mais famosos. Vários anos mais tarde e no decurso dos seus famosos trabalhos, Héracles feriu acidentalmente Quíron com uma das suas flechas, as mesmas que tinham sido banhadas no sangue venenoso da Hidra de Lerna. Isto causou uma dor imensa ao seu antigo professor, mas visto que este era imortal, a sua dor também jamais cessaria. Para impedir que isso tivesse lugar, Quíron pediu então aos deuses que lhe retirassem o dom da imortalidade, algo a que estes acederam. Depois, foi colocado entre as estrelas, onde ainda hoje pode ser visto, juntamente com uma flecha; se esta se tratava da mesma que o feriu, ou uma das que ele próprio possuia, não se sabe.

Qual o significado do nome do Coliseu de Roma?

Pergunte-se, qual o significado do nome do Coliseu de Roma? Na verdade, o Coliseu é provavelmente o mais famoso de todos os monumentos da cidade de Roma, mas o seu nome original era simplesmente o de Anfiteatro Flaviano. Portanto, de onde vem, e qual o significado, por detrás do nome pelo qual o conhecemos hoje?

Significado do nome do Coliseu

Bem, diz a história que em Roma existia uma enorme estátua de Nero, a que era dado o nome de Colosso. Foi depois convertida numa representação do deus Sol, antes de ser relocalizada para um local mais próximo do recinto em que tomavam lugar as lutas de gladiadores. Esta foi desaparecendo com o tempo, sendo uma das suas últimas menções no Cronógrafo de 354 – aquando da referência ás 14 regiões de Roma, perto do Templo da Paz é referida a existência de um “colossum altum pedes CII s. habet in capite radia numero VII singula pedum XXII s.“, ou seja, de uma estátua com 102 pés de altura, na cabeça da qual estavam colocados sete raios com 22 pés de comprimento. É desconhecido o que depois aconteceu com essa estrutura, mas hoje só dela resta uma desinteressante parte da base, que ainda pode ser vista por perto do próprio Anfiteatro Flaviano, sem que já nada nos remeta para a sua beleza original. Mas depois, face ao desaparecimento do Colosso, o famoso nome foi sendo associado ao monumento próximo, que passou a ser conhecido como Coliseu…

Uma pequena história das cores nas competições desportivas

Em tempo de algum Campeonato Europeu, fácil será ligar a televisão e ver duas equipas a jogarem futebol, cada uma delas com as respectivas cores, que facilmente permitem identificá-las. A França, por exemplo, pode ser vista de azul, e Portugal frequentemente de encarnado; noutras alturas do ano, o Benfica poderá ser visto de vermelho, o Sporting de verde, o Porto de azul, e assim sucessivamente. Estas cores servem não só para identificar as equipas mas igualmente para identificar os seus apoiantes. O que poucos saberão, ainda assim, é que estas coloridas ideias já provêm dos primeiros séculos da nossa era.

 

Em Constantinopla as competições desportivas eram apoiadas por quatro facções – os Azuis, os Brancos, os Verdes e os Vermelhos – que tinham influência não só no desporto mas também na política. As suas cores, como nos informa Malalas, remetiam-nos para os quatros elementos – respectivamente água, ar, terra e fogo – e também essas equipas, como algumas de hoje, se tendiam a revoltar e causar problemas sempre que as coisas, dentro ou fora “de campo”, não corriam como eles desejavam. Terão até sido um misto de factores desportivos e descontentamento político a levar à “revolta de Nika”, no ano de 532 d.C. , em que duas das principais facções se uniram numa mesma dificuldade e, durante uma semana, causaram problemas e destruição nessa capital. Seria como se, nos dias de hoje, adeptos do Sporting e Benfica se juntassem e destruíssem Lisboa, até que o exército os parasse. Assim se compreende que as cores desportivas, e os muitos confrontos daí resultantes, são quase tão antigos como as grandes competições desportivas, datando já dos primeiros séculos da nossa era.