Histórias do Zodíaco #8 – o Escorpião

Tal como aconteceu no caso da Virgem e da Balança, também a história do escorpião poderia ser difícil de explicar sem que se recorra a uma constelação desta próxima nos céus, Oríon.

 

Fale-se então do mito do prodigioso caçador Oríon, que parecia amar a virgem deusa Ártemis. Por uma razão que diverge entre as diversas versões do mito, um qualquer deus enviou um escorpião para o matar, acabando o venenoso animal por lhe causar essa morte, seja de uma forma directa (evidentemente, a sua picada) ou mais indirecta (uma seta disparada por um qualquer deus). Depois, ambas as figuras foram colocadas nos céus, com a perpétua perseguição a ser representada cada noite entre as estrelas, dando o animal que levou à morte de Oríon o seu nome a este signo do zodíaco.

Histórias do Zodíaco #6 e #7 – a Virgem e a Balança

Como já foi escrito em 2012, a presença da balança nos céus poderia ser difícil de explicar excepto se pela associação com uma figura próxima, hoje quase sempre chamada “a Virgem”. Mas de onde vem o nome desta última, e qual é mesmo a história que a coloca nos céus?

 

Infelizmente, se muitas são as potenciais histórias para essa figura – por exemplo, poderia associar-lhe Astreia, Deméter ou Erígone, entre outras – a mais natural seria mesmo a da presença de uma deusa da justiça nos céus, juntamente com a sua imparcial balança. Não me recordo de qualquer razão muito contundente para as suas colocações gerais entre as estrelas, mas em relação ao nome moderno dessa figura feminina, sempre ouvi dever-se ao facto de, já na Idade Média, esta ter sido equiparada com a mais famosa das virgens do Cristianismo – Maria, mãe de Jesus Cristo.

Histórias do Zodíaco #5 – o Leão

Tal como acontecia no caso do caranguejo, também a presença deste leão nos céus era de fácil justificação para os Antigos. Tratava-se do Leão da Nemeia, o feroz (e invulnerável) animal que Héracles defrontou no primeiro de todos os seus trabalhos; se este foi derrotado e morto pelo herói, que depois passou a usar a sua pele como uma espécie de armadura, a razão da colocação entre as estrelas não é totalmente clara, podendo ter-se tratado apenas de uma forma de imortalizar o primeiro dos feitos do mais famoso filho de Zeus. Parece-me uma razão tão boa como qualquer outra, até pelo facto de nem todos os trabalhos do herói estarem colocados nos céus, levando-nos a pensar que este, em específico, deveria ter alguma razão especial para aí ser representado.

Uma pequena história do “Triângulo de Pitágoras”

Infelizmente, creio que nenhum autor da Antiguidade nos diz como foi criado o famoso “Triângulo de Pitágoras”, mas todos tendem a repetir que foi esta figura, e somente ela, a criar a famosa fórmula. Depois, é-nos também dito que fez um sacrifício aos deuses, seja de um boi, de várias dezenas, ou, como até nos diz Porfírio, um boi feito de farinha (poderá parecer uma opção invulgar, mas só assim não violaria algumas das regras do Pitagorianismo).

Sabemos agora que a famosa fórmula precede Pitágoras, mas mesmo assim tanto os Gregos como os Latinos nunca parecem ter duvidado dessa sua autoria.

Histórias do Zodíaco #4 – o Caranguejo

As histórias da colocação do Caranguejo entre as estrelas apresentam-no sempre como o mesmo animal que, a mando de Hera, atacou Héracles durante o seu segundo trabalho; quando este herói se preparava para combater a Hidra de Lerna, o crustáceo incomodou, de alguma forma, o filho de Zeus. Nenhuma versão do episódio lhe dá um papel muito grande, o pequeno animal é sempre facilmente derrotado, acabando depois por ser colocado nos céus, seja por intervenção de Hera ou pelo simples facto do herói o atirar para esse local, de onde nunca tornou a descer.