‘Amores’ de Mosco

Pan loved his neighbour Echo; Echo loved a frisking Satyr; and Satyr, he was head over ears for Lyde. As Echo was Pan’s flame, so was Satyr Echo’s, and Lyde master Satyr’s. It was love reciprocal; for by just course, even as each of those hearts did scorn its lover, so was it also scorned being such a lover itself. To all such as be heartwhole be this lesson read: If you would be loved where you be loving, then love them that love you.

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Aqui fica um pequeno poema de Mosco, em tradução inglesa, que nos dá que pensar…

Era Héracles homossexual?

Era Héracles homossexual? É uma de aquelas questões que são colocadas muitas vezes, seja em relação a esta figura da Mitologia Grega ou a um outro herói, Aquiles. Mas, face a todo o contexto de todos os mitos de Héracles, poderia parecer-nos que as preferências sexuais do herói fossem bem conhecidas, mas Ateneu, no seu 13º livro, leva-nos a uma ideia intrigante: segundo ele, um Diotimo (hoje desconhecido) escreveu uma Heracleia, na qual Euristeu e este filho de Zeus eram amantes, tendo o segundo empreendido os seus famosos trabalhos para agradar ao primeiro – um Héracles homossexual?!

Tendo em conta que esta informação aparece inserida num conjunto de referências a pares semelhantes e que o autor dá referências bibliográficas para cada um deles, torna-se fácil concluirmos que esta era a opinião de um só autor e que, como pode ser visto através da mesma sequência no texto, não representava a opinião de nenhuma maioria.

São conhecidas várias relações do herói com mulheres, este também teve vários filhos, e se existem algumas referências à relação (não necessariamente amorosa) desta figura com Iolau ou Ílas, entre outros, é provável que a opinião de Diotimo seja exclusivamente isso mesmo, uma opinião de um só autor, até porque a obra que lhe é atribuída não nos chegou, dificultando a tarefa de averiguar em que medida Euristeu e Héracles até poderão ter tido alguns episódios de paixão.

Sobre a amizade, nas palavras de Clemente de Alexandria

Aqui ficam algumas das belas palavras de Clemente de Alexandria sobre a amizade:

We are taught that there are three kinds of friendship: and that of these the first and the best is that which results from virtue, for the love that is founded on reason is firm; that the second and intermediate is by way of recompense, and is social, liberal, and useful for life; for the friendship which is the result of favour is mutual. And the third and last we assert to be that which is founded on intimacy; others, again, that it is that variable and changeable form which rests on pleasure. And Hippodamus the Pythagorean seems to me to describe friendships most admirably: “That founded on knowledge of the gods, that founded on the gifts of men, and that on the pleasures of animals.” There is the friendship of a philosopher,—that of a man and that of an animal.

Fonte: Clemente de Alexandria, Miscelâneas II.19

De que sente falta um falecido? A opinião de Praxila

Praxila é uma poetisa conhecida exclusivamente por uma absurda frase de um dos seus trabalhos, que até só nos chegou devido ao seu carácter invulgar. Reza então a história de que quando num poema dessa autoria a um falecido Adónis era perguntado o que mais sentia falta no mundo dos mortos, este referiu, naturalmente, a luz do sol, o brilho das estrelas e a face da lua. Isto nada teria de errado se não fosse seguido por um outro elemento – “pepinos, maçãs e pêras nas suas estações”.

 

Parece ter sido esta última menção que contribuiu para o não esquecimento desta obra, que até se tornou uma expressão proverbial para algo muito absurdo. Infelizmente, esta única frase também é o único elemento que nos chegou, tornando-nos impossível saber até que ponto representava todo o conteúdo e espírito do poema original, mas, ainda assim, podendo suscitar-nos algumas gargalhadas.

Sobre o verdadeiro significado da vida…

Já na Antiguidade se diziam coisas destas, que o Homem insiste em esquecer uma e outra vez, sobre o verdadeiro significado da vida:

 

Ah, if a double term of life were given us by Zeus, the son of Cronos, or by changeful Fate, ah, could we spend one life in joy and merriment, and one in labour, then perchance a man might toil, and in some later time might win his reward. But if the gods have willed that man enters into life but once (and that life brief, and too short to hold all we desire), then, wretched men and weary that we are, how sorely we toil, how greatly we cast our souls away on gain, and laborious arts, continually coveting yet more wealth! Surely we have all forgotten that we are men condemned to die, and how short in the hour, that to us is allotted by Fate.

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