O mito de Acteon

Os elementos mais básicos do mito de Acteon são bastante variáveis, mas todos eles concluem com um elemento crucial – tratando-se ele de um caçador exímio, fez algo para ofender a deusa Artémis. Se se considerou melhor caçador que ela, se a viu nua no banho, ou se algo de diferente teve lugar, já depende de autor para autor. Sabemos é que em todas as versões do mito Acteon é depois transformado em veado, acabando por ser atacado pelos próprios cães que antes usava no seu ofício.

Acteon e a deusa

É esse derradeiro momento do mito que mais caracteriza esta figura e que o tornou conhecido na arte ocidental. É, como na imagem acima, muitas vezes representado em pleno castigo, com a deusa da caça ainda visível, mas num momento em que a figura humana e a de um cervo já dificilmente se separam. É, como muitos outros heróis, um bom exemplo do que sucedia aos seres humanos quando ultrapassavam os seus limites, levando, como sempre, a um castigo divino.

Dos “amores” causados por Cupido

Se esta imagem pouco tem de fundamento na mitologia (são até raros os instantes em que o Cupido latino causa o amor em personagens dos mitos), também serve para rir um pouco, levando-nos a pensar nas múltiplas faces do sentimento a que chamamos “amor”. Para celebrar o dia de hoje, aqui fica esta pequena prenda!

 Piada com cupidos

Uma história pouco conhecida do unicórnio

Na literatura da Idade Média é sobejamente conhecida a história de como o unicórnio, quase sempre representado como um cavalo com um corno no meio da testa, só pode ser capturado com o auxílio de uma virgem. Múltiplas imagens medievais mostram até o momento em que a virgem abraça o animal e a forma como um caçador próximo deste o fere nesse preciso instante.

 

Uma história mais feliz conta-nos Tzetzes. Segundo ele, um unicórnio podia ser capturado fazendo um homem vestir roupa feminina, devendo ele estar ungido com os melhores perfumes. Depois, o homem apenas teria de abraçar o animal e os caçadores poderiam cortar-lhe o corno, deixando o animal fugir. Isto bastaria para obter o corno, que era então usado pela sua resistência aos venenos.

Portanto, contrariamente ao que muitas histórias medievais nos poderiam fazer crer, não era absolutamente necessário matar a tão-singular criatura – de facto este mesmo tema continua aqui, com mais informação sobre esta estranha criatura a que chamam Unicórnio…

A história de Polidamas de Escotusa

Polidamas de Escotusa foi um vencedor olímpico da modalidade de pancrácio, mas ficou mais conhecido devido ao seu tamanho e forças descomunais. Muitos são os feitos de força que lhe foram sendo atribuídos, entre eles o de sufocar um leão no Monte Olimpo (levando-nos directamente ao mito de Héracles), mas um dos seus momentos mais famosos foi o da sua própria morte – segundo as fontes que temos Polidamas estava numa caverna com alguns amigos quando o tecto desta começou a cair. Ele foi capaz de o segurar durante tempo suficiente para possibilitar a fuga dos companheiros, mas essa caverna acabou também por tornar-se o seu túmulo.